Rejeição de Messias abre debate sobre mulher no STF, diz Gleisi

Expresso Rio
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Imagem: Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A deputada federal e ex-ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou nesta quinta-feira (30) que a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado Federal abre espaço para um novo debate sobre a indicação de uma mulher ao Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil.

Segundo Gleisi, o resultado da votação 42 votos contrários e 34 favoráveis pode representar uma oportunidade política para discutir a ampliação da representatividade feminina na mais alta Corte do país. A parlamentar destacou que o momento pode ser usado para reavaliar critérios e perfis de futuras indicações ao Supremo.

“Essa é uma oportunidade pra gente fazer esse debate, essa discussão [de indicar uma mulher ao Supremo]”, afirmou a deputada durante a entrevista.

A ex-ministra também comentou o cenário político que envolveu a votação no Senado. Para ela, houve mudança inesperada de posicionamento entre parlamentares que, inicialmente, indicariam apoio ao nome de Messias, indicado pelo governo federal.

Gleisi classificou o movimento como uma “traição” dentro da base de sustentação política do governo no Congresso Nacional. A votação expôs divergências internas e dificultou a articulação conduzida pelo Executivo.

Até o início de abril, Gleisi ocupava a Secretaria de Relações Institucionais, responsável justamente pela interlocução entre o Palácio do Planalto e o Congresso. Ela deixou o cargo para se preparar para disputar as eleições de outubro e participou diretamente das negociações em torno da indicação.

Nos bastidores, a expectativa do governo era atingir pelo menos 45 votos favoráveis, número considerado seguro para aprovação. O resultado final, porém, ficou abaixo do esperado e consolidou a rejeição no plenário do Senado.

A indicação de ministros ao Supremo Tribunal Federal costuma envolver intensa articulação política entre Executivo e Legislativo, além de negociações com bancadas partidárias e lideranças do Senado.

A rejeição de nomes indicados ao STF é considerada um evento de forte impacto político, já que interrompe a escolha presidencial e obriga o governo a reavaliar estratégias e possíveis novos indicados.

Apesar da derrota, integrantes da base aliada têm adotado postura cautelosa e evitado classificar o resultado como um revés direto do governo, reforçando que a decisão final é uma prerrogativa constitucional do Senado Federal.

Com a rejeição de Jorge Messias, o governo federal deve reavaliar os próximos passos para uma nova indicação ao Supremo Tribunal Federal. O debate sobre representatividade feminina, segundo Gleisi, tende a ganhar força nos bastidores políticos de Brasília nos próximos dias.

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