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Polícia

Quem é Luana Rosa, a ‘Madrinha da Cidade Alta’, apontada como braço direito de Peixão

Por 4 min de leitura Expresso Rio
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Imagem: Divulgação
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Luana Rosa de Araújo, conhecida como “Madrinha da Cidade Alta”, foi presa nesta terça-feira (25) durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio. Segundo as investigações, ela é apontada como uma integrante de relevância na estrutura do Terceiro Comando Puro (TCP) e como braço direito de Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, identificado pelas autoridades como uma das principais lideranças da facção.

O cadastro do Disque Denúncia identifica Luana como uma das lideranças do tráfico e aponta atuação na Cidade Alta, em Cordovil, além de Imbariê e da comunidade do Massapê, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O órgão também relaciona o nome dela a investigações e procedimentos envolvendo crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico e homicídio. Essas informações correspondem a registros policiais e judiciais e não devem ser interpretadas, isoladamente, como condenações definitivas por todos os fatos atribuídos a ela.

Investigações apontam proximidade com Peixão

De acordo com informações reunidas pelo Disque Denúncia e pelas forças de segurança, Luana teria exercido funções de gerência também na Cidade Alta e em Parada de Lucas. Os investigadores sustentam que a relação de confiança com Peixão seria elevada e afirmam que ela teria recebido dele um fuzil cor-de-rosa como símbolo dessa proximidade. A informação faz parte da narrativa apresentada pelas autoridades e permanece vinculada às investigações.

Luana também é investigada por suposta participação na expulsão de moradores de imóveis do condomínio Massapê, construído dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo a versão apresentada pelas autoridades, algumas dessas unidades teriam sido posteriormente utilizadas como pontos de venda de drogas ou esconderijos. Ela ainda é investigada por supostamente ordenar ataques contra ônibus na região de Duque de Caxias.

Antes da prisão desta terça-feira, o Disque Denúncia mantinha Luana em seu cadastro de procurados e registrava a existência de ordens judiciais relacionadas a diferentes investigações. Reportagem publicada nesta terça também informou que havia quatro mandados de prisão em aberto contra ela.

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Madrinha da Cidade Alta, foi presa nesta terça-feira (25) durante uma operação das polícias Civil e Militar | Divulgação

Prisão ocorreu durante ofensiva no Complexo de Israel

A captura aconteceu durante mais uma etapa da operação das forças de segurança contra integrantes do TCP no chamado Complexo de Israel. A investigação é conduzida pela 38ª DP (Brás de Pina) e envolve as comunidades Cinco Bocas, Pica-Pau, Cidade Alta, Parada de Lucas e Vigário Geral. Segundo a Polícia Civil, meses de trabalho de inteligência foram utilizados para cruzar dados, reunir provas, colher depoimentos e identificar suspeitos e as funções que supostamente exerciam dentro da organização criminosa.

Equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), além de unidades especializadas da Polícia Militar, participam das ações. Durante a ofensiva desta terça-feira, policiais apreenderam drogas e duas réplicas de metralhadoras calibre .50. A PM também informou ter impedido o roubo de duas carretas, sendo que uma delas transportava uma carga de bebidas avaliada em aproximadamente R$ 200 mil.

A operação desta terça ocorre após dias de ações policiais na região. Na segunda-feira (24), confrontos e ataques atribuídos pelas autoridades a criminosos provocaram a interdição temporária da Avenida Brasil e o incêndio de caminhões. A sequência de operações também afetou escolas, unidades de saúde e linhas de transporte público da Zona Norte.

PM mantém ocupação por tempo indeterminado

A Polícia Militar anunciou ainda que manterá uma ocupação por tempo indeterminado em áreas de Vigário Geral, Parada de Lucas e Cordovil. Segundo a corporação, a estratégia envolve cerco e patrulhamento no entorno das comunidades e tem como objetivo reduzir a atuação de grupos armados, retirar barricadas e ampliar a presença policial na região.

A prisão de Luana Rosa integra essa ofensiva e deverá ser incorporada aos procedimentos e processos judiciais relacionados aos mandados existentes contra ela. As acusações e suspeitas mencionadas pelas autoridades deverão ser submetidas ao devido processo legal, com direito ao contraditório e à ampla defesa.

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