Um policial civil aposentado foi apontado como suspeito de ter efetuado os disparos que mataram o cachorro Batata, na tarde de sábado (22), na Rua Sabóia Lima, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Segundo informações divulgadas pelo Agenda do Poder, o homem foi identificado como Naldo José Marins Travasso Sarinho, de 59 anos, e deve prestar depoimento na 19ª DP (Tijuca), responsável pela investigação do caso. Registros públicos indicam que Sarinho integrou a Polícia Civil do Rio como oficial de cartório, na classe de comissário de polícia, e se aposentou em 2021.
Câmeras de segurança registraram o episódio. Nas imagens, um homem aparece caminhando pela rua com um cachorro quando Batata se aproxima. Em seguida, ele retira uma arma e efetua disparos contra o animal. Pelo menos quatro tiros podem ser ouvidos na gravação. Após ser atingido, o cachorro cai e o homem deixa o local acompanhado do próprio animal. O caso ocorreu por volta das 15h45.
A tutora de Batata relatou que havia saído de casa, mas retornou após perceber que havia esquecido a carteira. Nesse momento, uma das cadelas escapou e, enquanto ela tentava recuperá-la, Batata também saiu. Pouco depois, ocorreram os disparos. A mulher afirmou que o cachorro foi alvo de quatro tiros e pediu para não ter a identidade divulgada.
A Polícia Militar informou que agentes do 6º BPM (Tijuca) foram acionados para uma ocorrência envolvendo suspeita de maus-tratos a animais. O caso foi encaminhado à 19ª DP, onde a Polícia Civil realiza diligências para esclarecer as circunstâncias, a motivação e a autoria dos disparos. Em informações divulgadas anteriormente nesta segunda-feira (24), a corporação ainda tratava a autoria como objeto de investigação.
A eventual responsabilização criminal dependerá da conclusão do inquérito e da análise das provas pelas autoridades competentes. A Lei nº 9.605/1998, após alteração promovida pela Lei nº 14.064/2020, estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão, multa e proibição da guarda para maus-tratos contra cães ou gatos. Quando a conduta resulta na morte do animal, a legislação prevê aumento da pena. A definição do enquadramento jurídico no caso de Batata caberá à Polícia Civil, ao Ministério Público e, eventualmente, ao Poder Judiciário.
Até o momento, não há decisão judicial atribuindo responsabilidade criminal ao suspeito, que deverá ter assegurados o contraditório e a ampla defesa. A investigação permanece em andamento




