Um homem foi preso neste sábado (22), em Olaria, na Zona Norte do Rio de Janeiro, suspeito de agredir o próprio filho, um bebê de apenas três meses. A prisão foi realizada por agentes da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV). Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, a criança permanece internada em estado gravíssimo, com severo comprometimento neurológico.
De acordo com a investigação, exames médicos identificaram múltiplas lesões no bebê, entre elas fraturas, hemorragia e edema cerebral. A criança também teria apresentado episódios de parada cardíaca e crises convulsivas durante o período de internação. O quadro clínico é considerado extremamente grave, e os médicos acompanham a evolução do estado neurológico do paciente.
A apuração teve início na sexta-feira (21), após o caso chegar ao conhecimento da DCAV em uma atuação conjunta com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Conforme relatado pela polícia, o bebê já havia sido hospitalizado anteriormente. Na ocasião, o pai teria afirmado que os hematomas encontrados na criança foram provocados durante uma manobra realizada para tentar desengasgá-la.
A explicação, entretanto, levantou suspeitas na equipe médica, que comunicou a situação às autoridades competentes. Após receber alta hospitalar, o bebê precisou ser novamente internado, desta vez apresentando lesões consideradas ainda mais graves. Durante as diligências, investigadores apontaram que, conforme os elementos médicos reunidos até o momento, os ferimentos não seriam compatíveis com a versão apresentada pelo pai.
Ainda segundo a Polícia Civil, já existia uma medida protetiva determinando o afastamento dos pais da criança. Diante dos elementos reunidos durante a investigação, a Justiça expediu mandado de prisão preventiva contra o homem, que é investigado por maus-tratos. Ele foi localizado e preso pelos agentes da especializada e encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
O caso segue sob investigação. A prisão preventiva não representa condenação definitiva, e eventuais responsabilidades criminais serão analisadas no decorrer do processo, com direito ao contraditório e à ampla defesa.




