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Eleições 2026

Paes diz que crime organizado ‘sentou no Palácio Guanabara’ e defende aliança com Lula

Por 3 min de leitura Expresso Rio
Expresso Rio
Imagem: Divulgação
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O candidato ao Governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) elevou o tom contra seus adversários neste sábado (22), durante o ato “O Rio Abraça o Lula”, realizado no Estádio de Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste da capital. Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, Paes afirmou que a parceria com o governo federal será fundamental para “reconstruir” o estado e declarou que a união política pretende, segundo ele, “salvar” o Rio de Janeiro. O evento também contou com os candidatos ao Senado Pedro Paulo (PSD) e Benedita da Silva (PT), além de outras lideranças da aliança.

Em um dos momentos mais duros do discurso, Paes fez críticas ao grupo que comandou o governo estadual nos últimos anos e afirmou que o Rio teria chegado ao “fundo do poço”. “Não estamos falando só de corrupção. Estamos falando que, com essa turma que esteve no poder por oito anos, o crime organizado sentou no Palácio Guanabara”, declarou. A afirmação representa uma acusação política feita pelo candidato durante ato de campanha e não deve ser interpretada, isoladamente, como comprovação de envolvimento criminal de todos os integrantes ou aliados das administrações mencionadas.

Durante a fala, Paes mencionou o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar. Bacellar tornou-se réu no Supremo Tribunal Federal (STF) após a Primeira Turma aceitar denúncia da Procuradoria-Geral da República por suposta obstrução de investigação relacionada ao Comando Vermelho. O recebimento da denúncia não representa condenação, e os acusados terão direito à defesa e ao contraditório durante a ação penal.

Paes também fez referência ao ex-governador Cláudio Castro. Diferentemente da expressão “cassação” mencionada no discurso político, Castro renunciou ao Governo do Rio em 23 de março de 2026 e, no dia seguinte, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou sua inelegibilidade por oito anos ao reconhecer, por maioria, abuso de poder político e econômico, condutas vedadas e captação ilícita de recursos nas eleições de 2022. Em junho, o TSE rejeitou recursos apresentados contra a decisão.

Ao direcionar as críticas para a atual disputa eleitoral, Paes citou ainda Douglas Ruas (PL), candidato ao Palácio Guanabara apoiado pelo grupo político adversário. “O que nos une hoje, com nossas diferenças, mas sempre nos respeitando, é o desejo de salvar o Estado do Rio de Janeiro. E a compreensão do Lula de que o Brasil não se salva se o Rio não se salvar”, afirmou. No mesmo sábado, Ruas participou de ato político no Maracanãzinho ao lado de Flávio Bolsonaro (PL), em uma demonstração de que segurança pública e combate ao crime organizado devem ocupar espaço central na campanha fluminense.

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