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Eleições 2026

Lula diz que resistiu a apoiar Paes e cita insistência de Cabral

Por 3 min de leitura Expresso Rio
Expresso Rio
Imagem: Divulgação
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (22) que teve resistência em apoiar Eduardo Paes (PSD) quando o então deputado disputou pela primeira vez a Prefeitura do Rio, em 2008. Durante ato de campanha realizado no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste da capital, Lula relembrou que a aproximação entre os dois ocorreu com a participação do então governador Sérgio Cabral. Segundo o presidente, foi Cabral quem insistiu para que ele conversasse com Paes antes de decidir sobre o apoio político.

“Eu não gostava do Eduardo Paes e ele não gostava de mim”, recordou Lula ao falar sobre a relação que mantinha com o político naquele período. O presidente relatou que inicialmente ficou relutante, mas mudou de posição após uma conversa com Paes. O encontro mencionado por Lula tem registro na imprensa da época: reportagem publicada em outubro de 2008 apontou que a conversa foi intermediada por Sérgio Cabral e ocorreu na Base Aérea de Santa Cruz. Na ocasião, Paes também entregou uma carta com pedido de desculpas à então primeira-dama Marisa Letícia por declarações feitas anteriormente envolvendo a família do presidente.

Segundo o relato feito por Lula neste sábado, Marisa ainda estava contrariada com episódios anteriores envolvendo Paes e não teria demonstrado a mesma disposição para a aproximação. O presidente afirmou, porém, que decidiu separar as divergências pessoais da decisão política e apoiar a candidatura. Ao recordar o episódio 18 anos depois, Lula utilizou a história para defender que alianças políticas, em sua avaliação, devem considerar aquilo que os envolvidos entendem ser o interesse coletivo, mesmo quando existem diferenças pessoais.

Paes acabou vencendo a eleição municipal de 2008 em uma das disputas mais apertadas da história recente da capital fluminense. Dados da apuração divulgados pelo TSE à época mostram que ele recebeu 1.696.195 votos, ou 50,83% dos votos válidos, contra 1.640.970 votos, ou 49,17%, de Fernando Gabeira (PV). A diferença foi de pouco mais de 55 mil votos.

Durante o ato deste sábado, Lula afirmou que a relação construída desde então superou as antigas divergências e passou a ser de amizade e parceria política. O presidente, que participa da campanha eleitoral de 2026, declarou apoio à candidatura de Paes ao Governo do Estado e fez um dos elogios mais enfáticos de seu discurso: “Eduardo Paes não é apenas meu amigo. É uma necessidade para o povo do Rio de Janeiro”. A declaração representa a avaliação política de Lula sobre o aliado e foi feita no contexto da campanha eleitoral.

O episódio também evidencia uma mudança significativa na relação entre os dois políticos. Em 2008, Paes chegava ao encontro com Lula após um período de enfrentamentos políticos e buscava reconstruir a relação com o então presidente. Agora, em 2026, Lula utiliza publicamente aquela história para justificar a aliança e defender a candidatura do ex-prefeito ao governo fluminense. A lembrança dos acontecimentos de 2008 foi apresentada pelo próprio presidente durante o discurso, enquanto registros jornalísticos daquele período confirmam a realização do encontro intermediado por Cabral e o pedido de desculpas feito por Paes.

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