Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (16) aponta que 51% dos brasileiros concordam com o presidente Lula na atribuição de responsabilidade a Flávio Bolsonaro pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Outros 30% dizem concordar mais com a versão do senador.
Lula acusa Flávio de ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sanções contra o Brasil. O senador nega e afirma que pediu ao republicano para não taxar o país. Em junho, 47% concordavam com Lula e 35% com Flávio; agora, 6% não sabem ou não responderam.
A pesquisa também mediu a percepção sobre o motivo das tarifas. Para 49%, Lula tem razão ao dizer que a medida seria uma retaliação ao Pix, enquanto 33% aceitam a versão de Flávio de que a taxação resulta de declarações do presidente brasileiro contra os Estados Unidos.
Na comparação com junho, a tese defendida por Lula oscilou de 46% para 49%, e a de Flávio caiu de 36% para 33%. Outros 10% não concordam com nenhum dos dois argumentos, e 8% não sabem ou não responderam.
Mesmo com a ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para tratar do tema diretamente com Trump, 57% dos entrevistados disseram não saber da viagem. O dado indica que a articulação do senador no exterior não chegou ao conhecimento da maior parte do eleitorado ouvido.
Entre os que souberam da viagem, 58% afirmaram que Flávio não tem força para convencer Trump e o governo americano a rever as tarifas contra produtos brasileiros. Outros 34% acreditam que ele tem essa capacidade, e 8% não souberam ou não responderam.
A Quaest também perguntou sobre o impacto das novas tarifas na vida dos brasileiros. Para 63%, a medida adotada por Trump contra produtos do Brasil vai prejudicar sua vida ou a de sua família; em junho, esse índice era de 55%. Os que não veem prejuízo passaram de 37% para 31%, e 6% não responderam.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho, antes da decisão dos Estados Unidos de impor tarifa de 25% ao Brasil nesta quarta-feira (15). A margem de erro é de dois pontos percentuais, o nível de confiança é de 95%, e o registro no TSE é BR-07181/2026.