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Justiça

PF investiga R$ 217 mil pagos por lobista a ex-chefe de gabinete de Lula

Por 3 min de leitura Expresso Rio
Expresso Rio
Imagem: Divulgação
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A Polícia Federal investiga pagamentos que somam cerca de R$ 217 mil feitos, em 2024, pela lobista Roberta Luchsinger em despesas pessoais de Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo informações atribuídas à investigação e divulgadas pela imprensa, os valores teriam sido utilizados para quitar faturas de cartão de crédito, parcelas de financiamento de veículo, consórcio, transferências via Pix e a compra de uma joia.

De acordo com os elementos reunidos pelos investigadores, os pagamentos teriam ocorrido no período em que Roberta mantinha tratativas relacionadas a negócios envolvendo cannabis medicinal e possíveis contratos ligados ao Ministério da Saúde. A PF teria identificado coincidências temporais entre algumas transferências financeiras, conversas mantidas entre Roberta e Marcola e negociações envolvendo empresas do setor. A existência dessas movimentações, no entanto, não representa, por si só, comprovação de irregularidade ou de eventual contrapartida em favor da lobista.

Entre os valores mencionados na apuração estão aproximadamente R$ 95 mil referentes a faturas de cartão de crédito, R$ 36 mil em boletos de financiamento, R$ 48 mil relativos a consórcio e uma transferência de R$ 25 mil. A investigação também cita aproximadamente R$ 9 mil relacionados à aquisição de joias. Conforme a PF, Marcola teria enviado alguns boletos em seu nome para Roberta, que posteriormente encaminhava comprovantes dos pagamentos efetuados.

Mensagens analisadas pelos investigadores também fazem referência a Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde. Em uma das conversas citadas no inquérito, Roberta teria cobrado de Marcola a realização de uma reunião com o então secretário. Em outro diálogo, após uma transferência de R$ 25 mil, Marcola teria indicado que posteriormente acertaria a quantia e efetuaria o pagamento. Para a própria investigação, os elementos reunidos até o momento ainda precisam ser contextualizados para esclarecer a natureza e a finalidade da relação financeira entre os envolvidos.

A defesa de Marco Aurélio Ribeiro afirma que os valores correspondem a um empréstimo pessoal, já integralmente quitado, e sustenta que ainda não teve acesso completo aos autos. Os advogados também negam que Marcola tenha encaminhado documentos relacionados a compras ou licitações do Ministério da Saúde ou da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A defesa de Roberta Luchsinger informou que apresentará seus esclarecimentos nos autos. Já a defesa de Fábio Luís Lula da Silva, citado na investigação em razão de sua relação com Roberta, contesta a interpretação atribuída ao material reunido e questiona a condução do inquérito.

Até o momento, as informações divulgadas dizem respeito a uma investigação em andamento. Não há, nos fatos relatados, decisão judicial definitiva que estabeleça responsabilidade criminal dos citados. As conclusões dependerão do avanço das apurações, da análise integral das provas e da manifestação das defesas.

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