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Petróleo sobe mais de 5% após novos ataques entre EUA e Irã elevarem tensão no Estreito de Hormuz

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Petróleo sobe mais de 5% após novos ataques entre EUA e Irã elevarem tensão no Estreito de Hormuz

Os preços internacionais do petróleo registraram forte alta após uma nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã aumentar a tensão no Oriente Médio. O agravamento do conflito reacendeu o receio de interrupções no fornecimento global de petróleo, especialmente por causa das incertezas envolvendo o Estreito de Hormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de energia.

O barril do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, ultrapassou os US$ 78 depois de acumular valorização superior a 5% na última semana. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI) foi negociado próximo de US$ 74. O gás natural europeu também acompanhou o movimento, chegando a registrar alta de até 2,7%.

A valorização ocorreu em meio ao aumento do chamado prêmio de risco, refletindo o temor dos investidores de que o conflito possa comprometer o fluxo de petróleo vindo do Golfo Pérsico.

Divergência sobre fechamento do Estreito de Hormuz

O governo iraniano afirmou que o Estreito de Hormuz permaneceria fechado “até novo aviso”. A informação, porém, foi contestada pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), que garantiu que forças norte-americanas seguem atuando para assegurar a liberdade de navegação na região.

Segundo os militares americanos, os novos bombardeios representam a quarta ofensiva realizada em apenas uma semana. Washington afirma que a operação foi uma resposta aos ataques iranianos contra um navio porta-contêineres de bandeira cipriota.

Informações divulgadas pela imprensa internacional apontam que a Guarda Revolucionária Islâmica voltou a atacar embarcações comerciais, enquanto aeronaves dos Estados Unidos interceptaram um míssil de cruzeiro e um drone lançados pelo Irã.

Rota estratégica preocupa mercado global

O Estreito de Hormuz é responsável pela passagem de aproximadamente um quinto de todo o petróleo bruto e do gás natural liquefeito comercializados no planeta. Por isso, qualquer ameaça à navegação provoca impacto imediato nos mercados internacionais.

Durante o domingo, praticamente não houve movimentação de embarcações pela passagem marítima. Apenas dois navios-tanque foram vistos se aproximando da região, embora autoridades marítimas tenham informado que a rota ao sul, coordenada por Omã, permanece operacional.

A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou que uma prolongada escalada militar poderá comprometer os esforços para recompor os estoques globais de petróleo, atualmente considerados reduzidos, aumentando os riscos para a economia mundial.

Negociações diplomáticas seguem sem avanço

A nova onda de confrontos também enfraqueceu as perspectivas de uma solução diplomática para a crise. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que a fase de acordos unilaterais chegou ao fim e afirmou que os Estados Unidos precisam cumprir compromissos relacionados à navegação no Estreito de Hormuz e às exportações de petróleo antes da retomada das negociações.

Do lado americano, o presidente Donald Trump declarou que o cessar-fogo entre os dois países está encerrado, embora tenha afirmado que Washington continua disposto a negociar.

Enquanto isso, explosões foram registradas nas proximidades de Bandar Abbas e da Ilha de Qeshm, região estratégica próxima ao estreito. Em resposta às ações dos Estados Unidos, o Irã lançou drones e mísseis contra aliados americanos no Oriente Médio, incluindo Kuwait, Jordânia e Catar. Até o momento, as autoridades informaram apenas danos de pequena proporção, sem registro de vítimas.

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