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Nova Escalada no Oriente Médio: EUA Intensificam Ofensiva Contra o Irã

Expresso Rio

Os Estados Unidos lançaram uma nova série de ataques aéreos contra o Irã, visando cerca de 90 alvos militares estratégicos ao longo da costa iraniana. A operação foi realizada pelo Comando Central dos EUA (Centcom) com o objetivo de reduzir a capacidade do Irã de ameaçar navios comerciais e civis que transitam pelo Estreito de Ormuz. Os alvos incluíram sistemas de defesa aérea, equipamentos de vigilância costeira, depósitos de mísseis e drones, estruturas navais e centros de apoio logístico utilizados pelas forças militares iranianas.

As autoridades iranianas confirmaram que houve mortos durante os ataques. O vice-governador da província de Khuzestan, Valiollah Hayati, informou que três pessoas morreram e várias ficaram feridas após os bombardeios na região de Ahvaz. Essa ofensiva ocorre menos de 24 horas após uma grande operação militar americana, na qual cerca de 80 alvos militares foram atingidos, incluindo mais de 60 embarcações utilizadas pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.

A imprensa estatal iraniana relatou que oito militares das forças aérea e naval morreram nos ataques nas cidades de Bandar Abbas e Bushehr. O governo dos EUA justificou a operação alegando que o Irã rompeu o acordo de cessar-fogo ao atacar três navios comerciais que navegavam pelo Estreito de Ormuz, um corredor marítimo estratégico para o comércio internacional e responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que considera encerrado qualquer entendimento com Teerã e classificou como inúteis novas tentativas de negociação. Ele também afirmou que os ataques poderão continuar caso o Irã mantenha suas ações militares, ameaçando atingir infraestrutura considerada estratégica, incluindo sistemas de energia e abastecimento de água.

Em resposta, uma fonte de segurança iraniana ameaçou fechar o Estreito de Ormuz caso novos bombardeios sejam realizados pelos EUA. A mesma fonte declarou que qualquer nova ofensiva será respondida com ataques em proporção superior aos realizados pelos americanos. Além disso, a Guarda Revolucionária Islâmica assumiu ataques contra bases militares dos EUA no Kuwait e no Bahrein, o que elevou a tensão na região e aumentou as preocupações sobre uma possível ampliação do conflito.

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