O Sudeste perdeu 378.090 eleitores em 2026 na comparação com 2022, enquanto o Nordeste ganhou 1,14 milhão de votantes no mesmo período, de acordo com dados divulgados pelo TSE na segunda-feira (20). A mudança altera o peso regional do eleitorado às vésperas da eleição presidencial.
Mesmo com a queda, o Sudeste continua como o maior colégio eleitoral do país, com 66,33 milhões de cidadãos aptos a votar em outubro. O Nordeste chegou a 43,53 milhões de eleitores, ante 42,39 milhões registrados há quatro anos.
A variação tem relação com características demográficas das duas regiões. O Nordeste concentra uma população mais jovem e tende a registrar maior número de filhos por família, enquanto o Sudeste tem moradores mais velhos, em média.
A ampliação do peso eleitoral nordestino tende a favorecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma eventual campanha à reeleição. No segundo turno de 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro (PL) no Nordeste por 69,34% a 30,66% dos votos válidos.
São Paulo explica a queda do Sudeste
O recuo no Sudeste ocorreu por causa da redução do eleitorado em São Paulo. O Estado passou de 34,7 milhões de votantes em 2022 para 34,1 milhões em 2026, enquanto Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo registraram altas modestas.
São Paulo segue como o maior colégio eleitoral do Brasil, à frente de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. A perda regional pode dificultar a estratégia do pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, porque o Sudeste deu maioria a Bolsonaro em 2022: Lula teve 45,74% dos votos válidos na região, contra 54,26% do adversário.
Centro-Oeste, Norte e Sul também ganharam eleitores desde a última eleição geral, mas em ritmo menor em números absolutos. O Brasil tem 158.745.463 eleitores aptos a votar em 2026, incluindo 918.876 brasileiros que vivem no exterior.
O eleitorado fora do país cresceu 359% desde 2010, quando somava 200.392 pessoas, e só pode votar para presidente. Entre os eleitores no Brasil e no exterior, 23,6% têm 60 anos ou mais, maior percentual da série; esse grupo chegou a 37,5 milhões, enquanto os votantes com 24 anos ou menos caíram de 21,5 milhões em 2022 para 19,2 milhões em 2026.