Noite de Shakira em Copacabana registra 400 atendimentos médicos

Expresso Rio
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Imagem: Marcelo Piu / Divulgação Prefeitura do Rio

A apresentação da cantora Shakira em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na noite deste sábado (2), mobilizou uma grande operação de saúde e resultou em 400 atendimentos médicos, com 64 pacientes transferidos para hospitais municipais da cidade.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), os principais motivos dos atendimentos foram mal-estar, pequenos traumas e intoxicação por consumo de bebida alcoólica, cenário comum em eventos de grande porte na orla carioca.

Para atender o público, a Prefeitura do Rio montou três postos médicos ao longo da Avenida Atlântica, local do evento. As unidades foram posicionadas em pontos estratégicos: no cruzamento com a Avenida Princesa Isabel, na Praça do Lido e na altura da Rua República do Peru.

As estruturas funcionaram das 17h de sábado até a madrugada de domingo (3), oferecendo suporte completo para casos de urgência e emergência. Ao todo, estavam disponíveis 36 leitos sendo seis de suporte avançado além de 45 poltronas voltadas à hidratação dos pacientes.

A operação contou com 320 profissionais, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, equipes operacionais e 120 maqueiros, responsáveis por retirar pessoas do meio da multidão e levá-las rapidamente aos pontos de atendimento.

Casos considerados mais graves foram encaminhados para hospitais municipais de referência no Rio de Janeiro, como o Miguel Couto, na Gávea, e o Souza Aguiar, no Centro. As unidades receberam reforço nas equipes de plantão para dar conta da demanda.

As remoções foram realizadas por ambulâncias equipadas com UTI, envolvendo cerca de 90 profissionais entre motoristas, médicos e enfermeiros. A Central Municipal de Regulação foi responsável pela organização dos encaminhamentos.

Além dos atendimentos emergenciais, a SMS instalou um ponto de vacinação na Avenida Atlântica, próximo ao Copacabana Palace. O espaço funcionou durante a manhã de sábado (2) e ofereceu imunização contra gripe, sarampo, caxumba, rubéola, difteria, tétano e febre amarela.

Segundo a pasta, a iniciativa levou em conta o grande fluxo de turistas, inclusive estrangeiros, e teve como objetivo evitar a reintrodução de doenças como o sarampo no Brasil.

Outra frente de atuação foi a unidade móvel “VanBora”, que disponibilizou autotestes de HIV e orientações sobre infecções sexualmente transmissíveis. Equipes também distribuíram preservativos, gel lubrificante e materiais informativos ao público presente.

O Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (Ivisa-Rio) realizou 40 inspeções em pontos de venda de alimentos e serviços de saúde na região de Copacabana. Ao todo, 11 auditores fiscais atuaram na operação, orientando comerciantes e adotando medidas quando necessário.

Já a Vigilância em Saúde acompanhou o evento em tempo real, monitorando possíveis riscos epidemiológicos. O Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) seguirá avaliando o cenário nas próximas quatro semanas, buscando identificar precocemente qualquer impacto relacionado ao evento.

A operação montada para o show da Shakira no Rio de Janeiro reforça o planejamento adotado pela Prefeitura em eventos de grande porte na cidade. Apesar do alto número de atendimentos, a estrutura conseguiu absorver a demanda sem registros de colapso no sistema de saúde.

O monitoramento continuará nas semanas seguintes, especialmente diante do fluxo turístico intenso, garantindo resposta rápida a qualquer eventual risco à saúde pública.

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