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Mulher que atacou cabeleireiro em SP já havia sido detida e internada na Inglaterra

Expresso Rio

Documentos obtidos pela EPTV, afiliada da TV Globo, apontam que Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, presa após atacar um cabeleireiro em um salão na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, já havia sido detida e internada na Inglaterra após uma confusão registrada em um bar no ano de 2025.

Segundo os registros médicos divulgados pela reportagem, Laís apresentava comportamento agitado durante o episódio no exterior e, de acordo com o documento hospitalar, teria agredido policiais durante a ocorrência. O relatório também menciona suspeita de uso de substâncias entorpecentes no momento da confusão.

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Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, foi autuada no 91° DP em SP por lesão corporal, ameaça e autolesão. — Foto: Reprodução/TV Globo

Ainda conforme os documentos, médicos diagnosticaram a jovem com transtorno psicótico agudo e transitório não especificado, classificado pelo CID F23.9. O registro também cita histórico de autolesão e uso de drogas.

Os relatórios apontam ainda que, após receber alta hospitalar, Laís passou a utilizar medicamentos antipsicóticos, incluindo olanzapina, além de lorazepam, geralmente indicado para casos de ansiedade e insônia.

O caso reforça a linha de defesa apresentada pelos advogados da jovem no processo envolvendo o ataque ao cabeleireiro Eduardo Ferrari, ocorrido na capital paulista. A defesa sustenta que Laís sofre de transtornos psicóticos e que teria apresentado um surto após interrupção do tratamento médico.

Outros documentos obtidos pela EPTV mostram que a mulher já havia recebido diagnóstico semelhante em 2023. Há ainda registros de uma internação no dia 29 de abril deste ano por suspeita de hepatite medicamentosa.

Segundo a defesa, a interrupção dos remédios utilizados no tratamento psiquiátrico teria ocorrido justamente em razão do quadro clínico relacionado à hepatite. Os advogados afirmam que Laís realiza acompanhamento junto ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

O caso ganhou repercussão nacional após o ataque registrado na terça-feira (5), em um salão localizado na Barra Funda, em São Paulo.

De acordo com as informações da ocorrência, Laís procurou o cabeleireiro Eduardo Ferrari para reclamar de um corte de franja realizado anteriormente e pedir a devolução do dinheiro pago pelo serviço.

Durante a discussão dentro do estabelecimento, enquanto o profissional atendia outra cliente, a mulher teria retirado uma faca da bolsa e golpeado o cabeleireiro pelas costas.

Segundo testemunhas, o gerente do salão, Felipe Castro, percebeu a movimentação e conseguiu impedir que o ataque tivesse consequências ainda mais graves.

A Polícia Militar foi acionada e o caso acabou registrado inicialmente como lesão corporal, ameaça e autolesão no 91º Distrito Policial da capital paulista.

A defesa do cabeleireiro Eduardo Ferrari afirma que o caso deveria ser tratado como tentativa de homicídio, além de apontar suposta motivação homofóbica durante a discussão.

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O cabeleireiro Eduardo Ferrari, atacado com uma faca por Laís Gabriela dentro do salão onde trabalha, na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Diante da repercussão, a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo abriu investigação para apurar as circunstâncias do registro da ocorrência e entender por que o caso não foi enquadrado inicialmente como tentativa de homicídio.

Enquanto isso, os advogados de Laís seguem sustentando que a jovem enfrentava um quadro psiquiátrico agravado pela interrupção do tratamento médico.

O caso continua sob investigação das autoridades paulistas.

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