O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou neste domingo (26) o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, de promover “discurso de ódio” ao defender sua prisão por crimes de guerra. A declaração foi feita durante entrevista à Fox News, dias depois de Mamdani divulgar um vídeo em que chamou o líder israelense de “criminoso de guerra” e pediu ao governo dos Estados Unidos que cumpra o mandado expedido pelo Tribunal Penal Internacional.
Netanyahu afirmou que o prefeito estaria “incitando o ódio” e tentando colocar grupos de nova-iorquinos uns contra os outros. O premiê também associou, sem apresentar provas, o vídeo de Mamdani a um ataque ocorrido na quinta-feira no Upper West Side, onde dois homens — um asiático e outro judeu — foram esfaqueados.
O suspeito, Raul Morales, foi preso e acusado de duas tentativas de homicídio motivadas por ódio. A polícia de Nova York, porém, informou que a motivação ainda está sob investigação e que o estado mental do agressor pode ter influenciado o ataque. As duas vítimas sobreviveram.
NEW: Prime Minister Netanyahu fires back at New York City Mayor Mamdani.
“He’s fomenting hate. He’s supposed to be the mayor of all New Yorkers.”
After Mamdani called him a war criminal and said he was not welcome in New York, Netanyahu accused the mayor of turning groups… pic.twitter.com/8txX4A3bes
— Fox News (@FoxNews) July 26, 2026
Por meio de seu porta-voz, Mamdani respondeu destacando o compromisso da prefeitura com o combate ao antissemitismo. Em entrevista publicada no sábado, ele afirmou que judeus representam uma parcela minoritária da população da cidade, mas continuam sendo a maioria das vítimas de crimes de ódio.
Durante a campanha, Mamdani prometeu prender Netanyahu caso o primeiro-ministro israelense viajasse a Nova York. Após consultas com advogados da prefeitura, reconheceu que o município não possui competência legal para executar o mandado do Tribunal Penal Internacional. Mesmo assim, voltou a defender que o governo federal realize a prisão.
Netanyahu confirmou que pretende viajar a Nova York em setembro para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas. No vídeo que provocou a reação, Mamdani classificou o premiê como “arquiteto de um genocídio contra o povo palestino” e condenou a guerra na Faixa de Gaza, onde mais de 70 mil pessoas morreram, segundo os dados citados na reportagem.