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Mauro Vieira chama falas de Milei no PL de “inaceitáveis” e vê interferência no Brasil

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Mauro Vieira chama falas de Milei no PL de “inaceitáveis” e vê interferência no Brasil

Eu como brasileira recebi muito bem as palavras do Javier Milei @JMilei quando ele mencionou Lula como PRESIDIÁRIO, e você como recebeu?

Em entrevista à repórter
Isabela Camargo, o ministro do Nine das Relações Exteriores, Mauro Vieira disse: “ foram mal recebidas essas… pic.twitter.com/d4tzDUEG1F

— Iane menezes (@iane_menezes) July 27, 2026

Discurso de Milei no PL motivou reação diplomática

Milei discursou neste sábado (25) na convenção do Partido Liberal que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. No evento, o presidente argentino criticou o socialismo, defendeu a chamada “onda azul” na América do Sul e chamou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “lixo careca” após a Justiça negar uma visita dele ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O argentino também associou a candidatura de Flávio ao que chamou de transformação política em curso na América Latina e chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “presidiário”. Milei disse que países da região estariam abandonando governos de esquerda e adotando políticas liberais na economia, movimento ao qual o Brasil poderia aderir.

Na última semana, a defesa de Jair Bolsonaro pediu autorização a Moraes, relator do caso, para que Milei pudesse encontrá-lo. O ministro negou a solicitação. No discurso, o presidente argentino criticou a decisão: “A Justiça brasileira não me permitiu visitar meu amigo injustamente encarcerado, quando Lula se cansou de receber dirigentes estrangeiros enquanto esteve preso, entre eles o então presidente da Argentina, Alberto Fernández”.

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, reagiu horas depois e afirmou que Milei fez uma “referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro, por ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis da República Federativa do Brasil”. Em nota, Fachin declarou que a Presidência do Supremo “deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados”.

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