Uma nova série de atos administrativos publicada no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro promoveu alterações em setores estratégicos da administração estadual. As medidas foram assinadas pelo governador em exercício, Ricardo Couto, e alcançam áreas diretamente ligadas à segurança pública e à execução de obras e projetos de infraestrutura.
Embora o número de mudanças tenha sido menor do que em outras movimentações realizadas desde o início da gestão interina, os cargos atingidos ocupam posições consideradas relevantes dentro da estrutura administrativa do Estado.
Ao todo, foram oficializadas uma nomeação e três exonerações envolvendo órgãos que exercem funções de controle interno, gestão pública e coordenação de políticas estaduais.
Delegado assume Subcorregedoria da Polícia Civil
Na área da segurança pública, o delegado Sergio Eduardo Lomba de Araujo foi nomeado para exercer a função de subcorregedor-geral da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
Para assumir a nova atribuição, o delegado deixou o cargo de diretor-geral do mesmo órgão. A nomeação substitui o delegado Alexandre Capote Pinto, que ocupava anteriormente a função.
De acordo com a publicação oficial, os efeitos administrativos da nomeação retroagem ao dia 30 de março deste ano.
A Subcorregedoria da Polícia Civil é responsável pelo acompanhamento de procedimentos internos, fiscalização disciplinar e apuração de condutas funcionais dentro da corporação. Por atuar diretamente no sistema de controle interno da instituição, o setor é considerado um dos mais estratégicos da estrutura policial.
Além da supervisão de processos administrativos, a área possui papel relevante na manutenção dos mecanismos de integridade e transparência da corporação.
Infraestrutura concentra exonerações
As demais alterações ocorreram na Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras Públicas, responsável pela coordenação de projetos de mobilidade, urbanização, recuperação de equipamentos públicos e obras estruturantes em diversas regiões fluminenses.
A principal mudança foi a exoneração, a pedido, de Carla Pedrosa Mechoullam, que exercia a função de subsecretária executiva da pasta.
O cargo ocupa posição estratégica dentro da secretaria por atuar na coordenação administrativa e no acompanhamento da execução de programas e projetos conduzidos pelo governo estadual.
A saída de Carla ocorre em um momento no qual a secretaria mantém em andamento iniciativas voltadas para obras de infraestrutura urbana, recuperação viária e intervenções em diferentes municípios do estado.
Iterj também teve alteração em sua estrutura
Outra mudança publicada envolve o Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro (Iterj), órgão vinculado à Secretaria de Infraestrutura.
O Diário Oficial registrou a exoneração, a pedido, de Marcia Elaine dos Reis, que ocupava o cargo de assistente executiva no instituto.
Segundo o ato administrativo, a medida produz efeitos retroativos a 30 de abril.
O Iterj atua em políticas relacionadas à regularização fundiária, gestão territorial e programas voltados à garantia de acesso à documentação de propriedades rurais e urbanas, desempenhando papel importante em projetos de ordenamento territorial desenvolvidos pelo Estado.
Gestão interina mantém processo de reorganização administrativa
As mudanças integram uma sequência de ajustes promovidos desde que Ricardo Couto assumiu interinamente o comando do Palácio Guanabara.
Nas últimas semanas, diferentes setores da administração estadual passaram por revisões em suas estruturas de comando, envolvendo áreas técnicas, administrativas e de gestão.
Conforme os atos publicados oficialmente, o objetivo das movimentações é adequar equipes e funções à condução administrativa do governo durante o período de interinidade.
Até o momento, não foram divulgadas informações detalhando eventuais substituições para todos os cargos vagos nem alterações adicionais na estrutura das pastas envolvidas.
Novas movimentações administrativas podem ocorrer nos próximos dias, à medida que o governo estadual continua promovendo ajustes em órgãos considerados estratégicos para a execução de políticas públicas e para o funcionamento da máquina administrativa fluminense.