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Política

Morre Manoel Dias, fundador do PDT e ex-ministro de Dilma, aos 88 anos

Por 2 min de leitura Expresso Rio
Expresso Rio
Imagem: Divulgação
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O ex-ministro do Trabalho e Emprego Manoel Dias, um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT), morreu na noite deste sábado (22), aos 88 anos, em Florianópolis, Santa Catarina. Conhecido no meio político como “Maneca”, ele estava hospitalizado após o agravamento do estado de saúde relacionado a um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido em 2025. A causa da morte não foi divulgada oficialmente.

A trajetória de Manoel Dias foi marcada por mais de seis décadas de atuação política. Ele iniciou a vida pública em 1962, quando foi eleito vereador pelo antigo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em Içara. Após o golpe militar de 1964, teve o mandato cassado e permaneceu preso por 11 meses. Dois anos depois, foi eleito deputado estadual pelo MDB e integrou a 6ª Legislatura da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

Em 1969, durante o período de endurecimento da ditadura militar após o AI-5, Manoel Dias teve os direitos políticos suspensos por dez anos. Com a retomada da reorganização partidária no país, participou, ao lado de Leonel Brizola e outras lideranças trabalhistas, da fundação do PDT, em 1980. Ao longo das décadas seguintes, ocupou funções de direção na legenda e tornou-se uma das principais referências do trabalhismo em Santa Catarina.

De perseguido político a ministro do Trabalho

Décadas depois das cassações sofridas durante o regime militar, Manoel Dias chegou ao primeiro escalão do governo federal. Em março de 2013, durante o governo da então presidente Dilma Rousseff, assumiu o Ministério do Trabalho e Emprego. Permaneceu à frente da pasta até outubro de 2015. Registros oficiais do governo federal confirmam sua passagem pelo ministério durante esse período.

A morte do dirigente provocou manifestações de pesar no PDT. O presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, destacou a amizade com Manoel Dias e sua participação na construção dos núcleos de base do partido. Em homenagem publicada nas redes sociais, Lupi afirmou que a trajetória do ex-ministro e sua defesa do trabalhismo continuarão como referência para as novas gerações da sigla. A Fundação Leonel Brizola–Alberto Pasqualini também lamentou a morte e ressaltou a participação de Dias na preservação do projeto político trabalhista.

Manoel Dias deixa a esposa, dois filhos, noras e netos. Segundo informação divulgada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o velório está marcado para esta segunda-feira (24), das 10h às 15h, na sede da Alesc, em Florianópolis justamente o Parlamento onde Dias exerceu mandato de deputado estadual.

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