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Política

Moraes barra visitas de Flávio e deixa Bolsonaro sem contato direto com o filho até depois do 1º turno

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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O ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que deixa o filho sem contato direto com o pai até depois do primeiro turno das eleições.

Se Moraes não rever a decisão, Flávio só poderá voltar a encontrar Bolsonaro a partir de 11 de outubro. O primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro, e o segundo turno está marcado para 25 de outubro.

A decisão veio depois que Flávio leu uma carta de Bolsonaro em uma live no YouTube no último sábado. Moraes considerou que o senador descumpriu a medida cautelar que proíbe o ex-presidente de usar redes sociais, diretamente ou por meio de terceiros.

A carta tinha tom eleitoral e pedia “unificação” em torno da pré-candidatura de Flávio. “Saudoso do contato com o povo, escrevo num momento de decisão para o futuro de todos nós. O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento”, escreveu Bolsonaro.

O caso ocorreu em meio à tensão pública entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Há cerca de três semanas, ela divulgou um vídeo de 27 minutos no qual acusou o senador de tê-la “humilhado” e “maltratado”; desde então, os dois protagonizaram outros atritos públicos.

Michelle continuará com contato direto com Bolsonaro, ao contrário de Flávio. O acesso do senador ao pai tinha peso nas negociações eleitorais, já que o ex-presidente vinha participando de articulações mesmo preso, com indicações e aval a apoios para candidaturas a governos estaduais e ao Senado.

A suspensão ocorre às vésperas das convenções partidárias, enquanto Flávio finaliza a montagem de chapas nos estados e tenta atrair partidos do Centrão para sua candidatura, como União Brasil, PP e Republicanos.

Bolsonaro está preso há quase um ano, depois de condenado pelo STF pela trama golpista. Ele passou quatro meses em regime fechado, na sede da PF em Brasília e na unidade prisional conhecida como Papudinha; desde março, cumpre prisão domiciliar com restrição de visitas.

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