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Famosos entram na disputa no Rio com patrimônios que vão de zero a R$ 16 milhões

Por 4 min de leitura Expresso Rio
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A campanha eleitoral começa oficialmente neste domingo (16) e, no Rio de Janeiro, a disputa por vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa (Alerj) reúne uma lista de candidatos conhecidos fora da política. Ex-jogadores, atores, apresentadores, influenciadores e personalidades da internet aparecem entre os nomes registrados para as eleições de 2026, com patrimônios declarados à Justiça Eleitoral que variam de nenhum bem informado a mais de R$ 16 milhões.

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Entre os candidatos a deputado federal está o ex-jogador Edmundo, ídolo do Vasco, que declarou patrimônio de R$ 16.059.865,50. O valor informado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inclui aplicações financeiras e outros bens declarados pelo candidato. A cifra se refere exclusivamente à declaração apresentada no registro eleitoral e não deve ser interpretada, isoladamente, como avaliação atual de patrimônio de mercado ou renda do candidato.

Outro nome conhecido nacionalmente é o ator Humberto Martins, candidato a deputado federal pelo Democracia Cristã (DC). O artista informou aproximadamente R$ 3,6 milhões em bens. Na relação declarada aparecem imóvel, terreno, recursos financeiros, previdência privada e valores mantidos em conta no exterior. Martins construiu carreira de décadas na televisão e participou de novelas como Quatro por Quatro, O Clone e Caminho das Índias.

A influenciadora e empresária Gracyanne Barbosa também integra o grupo de personalidades que buscam uma cadeira na Câmara dos Deputados. Segundo os dados apresentados no registro eleitoral mencionados no levantamento, ela declarou aproximadamente R$ 1,8 milhão em bens. Também concorre o agente da Polícia Federal Paulo Angelito, conhecido pela participação no programa Aeroporto: Área Restrita, com patrimônio declarado de cerca de R$ 1,4 milhão. A presença dos dois integra uma relação mais ampla de personalidades que decidiram disputar as eleições no Rio em 2026.

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Na mesma disputa federal aparecem valores significativamente menores. A ex-paquita e empresária Andréa Sorvetão informou cerca de R$ 144 mil, enquanto a apresentadora e influenciadora Antonia nelle declarou R$ 25 mil em bens à Justiça Eleitoral. No caso de nelle, reportagens publicadas após o registro também registram que o valor informado corresponde à declaração apresentada para a eleição deste ano.

O ator Mário Gomes, conhecido por trabalhos em novelas e produções televisivas, aparece entre os menores patrimônios declarados dentro desse grupo. Candidato a deputado federal, ele informou à Justiça Eleitoral pouco mais de R$ 7 mil em bens. O montante é aquele registrado pelo próprio candidato no processo eleitoral e, assim como ocorre com os demais concorrentes, não permite por si só concluir qual seja sua situação econômica fora dos itens obrigatoriamente informados à Justiça Eleitoral.

De Inês Brasil a Sarah Poncio na disputa pela Alerj

Na corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio, outro nome conhecido do público é Inês Brasil. Cantora e influenciadora, ela ganhou projeção nacional após a repercussão de um vídeo de inscrição para o Big Brother Brasil e posteriormente se consolidou como personalidade das redes sociais. De acordo com as informações apresentadas no registro eleitoral citado no levantamento, Inês declarou não possuir bens a declarar.

O cantor Conrado, conhecido principalmente pela carreira artística iniciada nos anos 1980 e marido de Andréa Sorvetão, também aparece na disputa estadual e igualmente informou não possuir bens a declarar, segundo os dados apresentados à Justiça Eleitoral. A ausência de bens na declaração eleitoral não significa necessariamente ausência de renda ou de atividade econômica, já que o documento segue categorias e critérios próprios definidos pela legislação e pela Justiça Eleitoral.

Na outra ponta está a influenciadora e empresária Sarah Poncio, atual deputada estadual e candidata à reeleição. Ela declarou R$ 4.535.560,47 em patrimônio para as eleições de 2026. Entre os itens informados estão imóveis, participações societárias e outros bens e direitos registrados em sua declaração eleitoral.

A diferença entre os valores chama atenção, mas as declarações patrimoniais precisam ser interpretadas dentro de sua finalidade eleitoral. Os números são fornecidos pelos próprios candidatos no momento do pedido de registro e ficam disponíveis para consulta pública na Justiça Eleitoral. Eles não representam, necessariamente, uma avaliação completa ou atualizada do patrimônio econômico de cada pessoa, já que determinados bens podem ser informados pelo valor de aquisição ou segundo critérios específicos de declaração.

Com o início da campanha, os candidatos passam agora da exposição pública para a disputa efetiva pelo voto. O Rio terá nas urnas nomes conhecidos da televisão, do esporte, da música e das redes sociais, mas notoriedade e patrimônio não asseguram desempenho eleitoral. Caberá aos eleitores decidir, nas urnas, quais desses candidatos ocuparão as cadeiras destinadas ao estado na Câmara dos Deputados e na Alerj.

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