O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou a investigação contra o empresário Luciano Hang, dono da Havan, por suspeita de apoio a manifestações antidemocráticas e ao bloqueio de uma rodovia em Santa Catarina após as eleições de 2022. Com informações da coluna da Manoela Alcântara no Metrópoles.
Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu não haver elementos suficientes para responsabilizar Hang. A Polícia Federal também não encontrou provas de que o empresário ou representantes da rede tenham autorizado ou apoiado a mobilização.
Os investigadores confirmaram que manifestantes usaram a área de uma loja da Havan às margens da BR-470, em Rio do Sul (SC). A presença do grupo no local, porém, não bastou para vincular a empresa à organização do protesto.
A apuração tratava de um ato realizado em 3 de novembro de 2022, quando apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro (PL) se concentraram nas dependências da unidade e bloquearam a rodovia.
Segundo a Polícia Federal, os participantes defenderam intervenção militar, fechamento do STF, anulação das eleições presidenciais e prisão do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante a investigação, agentes ouviram o diretor-presidente da Havan, a gerente da loja de Rio do Sul e outras pessoas envolvidas nos fatos. Os depoimentos e demais elementos reunidos não indicaram que Hang ou a empresa tenham dado aval à concentração.
A PGR avaliou que não havia base probatória para apresentar uma acusação contra o empresário. Com a manifestação do órgão, Moraes determinou o arquivamento do inquérito.
A decisão mantém aberta a possibilidade de retomada da investigação caso surjam novas provas sobre eventual participação de Hang ou de representantes da Havan no ato de novembro de 2022.