O influenciador digital Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, voltou a criticar publicamente o YouTube após ter seu novo canal removido da plataforma na sexta-feira (1º). Em publicação no sábado (2), ele classificou a decisão como “desproporcional” e relembrou episódios passados que já haviam gerado punições.
O canal, batizado de “Bruno Aiub Show”, havia sido lançado poucos dias antes, marcando o retorno do influenciador às redes sociais após um período afastado. Segundo Monark, o perfil contava com apenas um vídeo publicado um tour pelo estúdio preparado para futuras entrevistas e ainda não havia estreado oficialmente nenhum programa.
A remoção foi confirmada pelo YouTube, que informou que a medida ocorreu por violação das diretrizes da comunidade. A empresa, no entanto, não detalhou publicamente quais regras teriam sido infringidas no caso específico.
Em vídeo publicado na rede social X, Monark afirmou que reconhece erros cometidos no passado, mas considerou a punição atual exagerada.
“Cometi erros no passado, foram comentários infelizes, mas sem intenção de defender ideologias extremistas. Já sofri consequências: saí do Flow Podcast, perdi minha empresa. Já pedi desculpas diversas vezes”, declarou.
O influenciador também reforçou que o conteúdo do novo canal não tinha relação com política ou temas sensíveis, destacando que o projeto seria voltado a entrevistas e entretenimento.
A defesa de Monark argumenta que eventuais restrições anteriores haviam sido revogadas em fevereiro de 2025 pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Segundo os advogados, não houve notificação sobre qualquer nova decisão judicial que justificasse a retirada do canal.
O histórico de polêmicas envolvendo o influenciador remonta a declarações feitas em transmissões ao vivo, que geraram forte repercussão e resultaram em sua saída do Flow Podcast, um dos maiores programas do YouTube brasileiro à época.
Desde então, Monark tenta retomar sua presença digital com novos projetos, enfrentando resistência de plataformas e parte do público.
Até o momento, o YouTube não informou se a decisão pode ser revista ou se o influenciador poderá criar novos canais na plataforma. O caso reacende o debate sobre moderação de conteúdo, liberdade de expressão e os limites impostos pelas redes sociais a criadores de conteúdo no Brasil.