Milhares de migrantes atravessaram nesta quinta-feira (30) a fronteira entre Marrocos e os territórios espanhóis de Ceuta e Melilla, no norte da África. Pelo menos 18 pessoas morreram durante as tentativas de chegar à Espanha, segundo informações divulgadas por veículos locais.
Travessia pelo mar e pelas fronteiras
Parte dos migrantes tentou alcançar Ceuta a nado, utilizando boias e outros objetos para flutuar. Outros conseguiram avançar por terra após romper portões e cercas que fazem parte da estrutura de fronteira entre Marrocos e o território espanhol.
Imagens registraram centenas de pessoas entrando pelo quebra-mar de Tarajal e seguindo em direção à cidade. A agência EFE informou inicialmente que 15 corpos haviam sido localizados nas proximidades de Ceuta, mas veículos espanhóis elevaram posteriormente o número de mortos para 18.
As autoridades continuavam trabalhando na identificação das vítimas e na confirmação do número final de mortos. A travessia em massa provocou uma forte mobilização das forças de segurança e dos serviços de atendimento da cidade.
Ceuta enfrenta emergência humanitária
Segundo o governo local, entre 1.500 e 2.000 migrantes já haviam chegado a Ceuta nos dez dias anteriores ao episódio desta quinta-feira. O fluxo crescente ultrapassou a capacidade dos centros de acolhimento e aumentou a pressão sobre os serviços públicos.
O presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, classificou a situação como uma “emergência humanitária e social absoluta” e solicitou ao governo central da Espanha que reconhecesse uma situação de emergência nacional.
O Ministério do Interior espanhol não aceitou o enquadramento jurídico solicitado, mas anunciou o reforço do efetivo das forças de segurança para conter o avanço das travessias e ampliar o atendimento aos migrantes.
Governo espanhol reforça segurança
O governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez mobilizou militares para auxiliar agentes da Guarda Civil e da Polícia Nacional. Em Melilla, a única passagem terrestre que permanecia aberta foi fechada após novas tentativas de entrada de centenas de pessoas por terra e pelo mar.
Em Ceuta, o policiamento também foi ampliado em áreas centrais. Estruturas provisórias foram montadas para oferecer alimentação, roupas e atendimento médico aos recém-chegados, muitos dos quais estavam apenas com trajes de banho e sem dinheiro ou comida.
Ceuta e Melilla são cidades espanholas localizadas no continente africano e representam as únicas fronteiras terrestres entre a União Europeia e a África. A região registra episódios recorrentes de migração, mas a intensidade do movimento desta quinta-feira sobrecarregou a estrutura local e levou o governo espanhol a adotar medidas emergenciais.
Veja os vídeos:
Ceuta Border Crisis: Today’s Developments
Today, thousands of migrants—primarily young Moroccans alongside some families—crossed on foot into the Spanish North African enclave of Ceuta after scaling the border fencing from Morocco, while Moroccan auxiliary security forces… pic.twitter.com/ur7tQ2DjCo
— WorldGeopolitics25 (@WGeopolitics25) July 30, 2026
Miles de personas cruzaron a nado para llegar a Ceuta, España. Es un pico de concreto el que divide Marruecos de España, pero hay que ingresar al mar Mediterráneo para cruzar al otro país.
Está migración masiva de marroquís se ha convertido en un tema de emergencia nacional en… pic.twitter.com/SEn03pJqpk
— Patricia Janiot (@patriciajaniot) July 31, 2026