O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a chamar neste domingo (2) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “ladrão” e “corrupto” e afirmou que o brasileiro “não é inocente”. As declarações foram dadas em entrevista à emissora argentina LN+.
Durante a entrevista, Milei voltou a sustentar que Lula não foi inocentado das acusações relacionadas à Operação Lava Jato, mas beneficiado por decisões da Justiça.
“Ele é um ladrão, um corrupto. Não é inocente. Foi liberado por uma falha no processo jurídico”, afirmou.
As falas reforçam o desgaste entre os dois governos, intensificado na semana passada, quando Milei esteve em São Paulo para participar de um evento em apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Na ocasião, ele também atacou Lula, chamando-o de “ladrão”, “corrupto”, “presidiário” e “lixo socialista”.
Resposta
A resposta do governo brasileiro veio por meio do Itamaraty, que convocou o embaixador argentino em Brasília, Daniel Raimondi, para prestar esclarecimentos e chamou de volta para consultas o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores classificou o episódio como “sem precedentes”. Apesar disso, o chanceler Mauro Vieira afirmou que o Brasil não pretende, neste momento, adotar medidas mais duras.
Lula também reagiu às declarações. Depois de inicialmente evitar alimentar a polêmica, o presidente passou a criticar publicamente Milei e classificou como uma “patacoada” sua participação no evento do PL.
“Vocês viram aqui a papaguada [sic] que fez aqui o presidente da Argentina. Eu não falei nada, porque a minha relação é uma relação de chefe de Estado com o Estado. E eu gosto do povo argentino e não vou ficar trocando coisa com aquela coisa. E não adianta falar bravo, porque eu não vou ficar bravo. O cara fez cara feia eu faço cara bonita. O cara demonstra ódio eu demonstro amor”, declarou.




