A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sinalizou ao PL que está disposta a conversar com Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato do partido à Presidência, para definir se participará da campanha dele ao Palácio do Planalto.
Michelle comunicou a intenção a dirigentes da legenda, mas indicou que não pretende comparecer à convenção nacional do PL, marcada para o sábado (25). Ela avalia que o pedido de desculpas de Flávio ainda não foi suficiente e espera que o enteado a procure para tratar diretamente do apoio.
A ex-primeira-dama também confirmou ao partido que será candidata ao Senado pelo Distrito Federal. Ela afirmou ainda que atuará em favor de candidaturas femininas de direita, uma das frentes políticas que pretende manter no próximo ciclo eleitoral.
A posição mantém em aberto o grau de envolvimento de Michelle na campanha presidencial do PL. A direção da sigla vê a presença dela como importante para ampliar o alcance de Flávio entre mulheres e no eleitorado evangélico.
Toma bronca da madrasta. Flávio Bolsonaro sendo exposto pela Michelle. O enteado mal-criado a humilhou, a destratou. Veja Michelle pondo pra rachar. Olha o tamanho do esporro que ele levou. pic.twitter.com/B1OQQqArrt
— GugaNoblat (@GugaNoblat) June 24, 2026
Relação com Flávio ainda trava articulação no PL
O impasse entre Michelle e Flávio ganhou força após a ex-primeira-dama publicar um vídeo com críticas ao enteado. A gravação continua disponível no perfil dela no Instagram.
O episódio provocou um racha na família do ex-presidente Jair Bolsonaro e passou a interferir nas conversas internas do PL sobre a campanha presidencial. Flávio tenta consolidar sua pré-candidatura enquanto busca recompor pontes dentro do próprio campo político.
Depois de PP e União Brasil indicarem que ficarão neutros na disputa presidencial, Flávio passou a buscar apoio de Republicanos e Podemos. A avaliação entre aliados é que Michelle poderia ajudar nas conversas com a cúpula nacional do Republicanos.
O Republicanos tende hoje a adotar neutralidade na eleição presidencial, mas interlocutores do PL avaliam que um pedido de Michelle poderia alterar a posição da sigla, sobretudo pela relação dela com lideranças evangélicas. A campanha de Flávio também pretende reunir 50 mulheres em um ato de apoio ao pré-candidato.