A pesquisa Meio/Ideia para as eleições de 2026, divulgada nesta quarta-feira (5), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 43% das intenções de voto no primeiro turno. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em segundo, com 35%, o que representa uma vantagem de oito pontos para o petista, fora da margem de erro. Em terceiro lugar, Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) tem 5,7%, tecnicamente empatado com Renan Santos (4,7%) e Romeu Zema (Novo-MG), com 2,6%.
O presidente aparece com 48,5% das intenções de voto contra 43% de Flávio em uma simulação de segundo turno para a eleição de 2026, segundo pesquisa Meio Ideia divulgada nesta quarta-feira (5). A distância entre os dois é de 5,5 pontos percentuais.
O resultado mantém uma diferença semelhante à registrada em julho, quando Lula tinha 45% e Flávio Bolsonaro, 40%. O senador é apontado como pré-candidato do PL à Presidência.
O levantamento ouviu 1.500 eleitores com 16 anos ou mais em todo o país, por telefone, entre sexta-feira (31) e segunda-feira (3). A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%.
Avaliação do governo e rejeição dos pré-candidatos
No cenário espontâneo, em que os entrevistados respondem sem uma lista de candidatos, Lula alcança 34,4% e Flávio Bolsonaro, 23%. Os demais pré-candidatos não passam de 3%.
A avaliação do governo Lula indica empate técnico entre os extremos: 36,6% consideram a gestão ótima ou boa, e 37% a classificam como ruim ou péssima. Outros 24% apontam a opção regular, enquanto 2,4% não souberam responder.
A aprovação pessoal do presidente também ficou dividida: 48,5% aprovam sua maneira de governar e 49% desaprovam. Na pergunta sobre rejeição, de respostas múltiplas, 48% afirmaram que não votariam de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro, ante 47,4% que disseram o mesmo sobre Lula.
Para 33,1% dos entrevistados, o próximo presidente deve priorizar “acabar com a corrupção e fazer a lei valer para todos”. O levantamento também apontou que 62,7% defendem a presença de todos os candidatos convidados no primeiro debate presidencial da Band, marcado para 23 de agosto.
O cenário da corrida eleitoral ocorre em meio a tensões diplomáticas. O governo brasileiro rebaixou as relações com a Argentina ao nível de “chargé d’affaires” após o presidente Javier Milei chamar Lula de “ladrão” e “ex-presidiário” em entrevista à TV argentina. O embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, não retornará ao país. Milei havia endossado publicamente a candidatura de Flávio Bolsonaro no fim de julho.
Além do contencioso com a Argentina, o Brasil enfrenta um atrito com os Estados Unidos. Washington revogou o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, após o Brasil não aprovar o indicado de Donald Trump para a embaixada americana em Brasília. O governo Lula classificou a ação como uma “escalada deliberada de medidas hostis” contra o país.