O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estaria preparando antecipadamente uma justificativa para uma eventual derrota na eleição presidencial de 2026. A reação ocorreu após o senador lançar suspeitas sobre as urnas eletrônicas durante um encontro com representantes estrangeiros.
“Quem acredita que vai vencer disputa votos. Quem teme a derrota tenta desacreditar a eleição antes que ela aconteça”, escreveu Lindbergh. Para o petista, Flávio repete a estratégia usada por Jair Bolsonaro antes da disputa presidencial de 2022.
Durante o encontro com diplomatas, Flávio afirmou que equipamentos usados nas eleições brasileiras teriam relação com máquinas da empresa Smartmatic, citada em suspeitas envolvendo a Venezuela. A companhia, porém, não fornece urnas nem programas eleitorais ao Brasil, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. O senador posteriormente negou ter colocado a segurança do sistema em dúvida.
FLÁVIO JÁ ESTÁ PREPARANDO A DESCULPA PARA A DERROTA?
Jair Bolsonaro atacou o sistema eleitoral em uma reunião com embaixadores, foi condenado pelo TSE e ficou inelegível. Agora, Flávio Bolsonaro repete o mesmo roteiro, levando desinformação sobre as urnas a representantes…
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) July 22, 2026
Flávio também pediu que os países enviassem “a maior quantidade de observadores possíveis” para acompanhar a eleição brasileira. Para Lindbergh, a declaração integra uma tentativa de internacionalizar uma futura contestação do resultado e buscar apoio dos Estados Unidos para questionar a votação.
“Flávio já trabalha para internacionalizar uma eventual contestação, buscando apoio norte-americano para colocar em dúvida o resultado das urnas e até estimular o não reconhecimento da eleição brasileira”, afirmou o deputado.
Lindbergh comparou o episódio à reunião promovida por Jair Bolsonaro com embaixadores em julho de 2022, quando o então presidente difundiu informações falsas sobre o sistema eleitoral. O encontro foi usado pelo TSE no julgamento que declarou Bolsonaro inelegível por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
“O Brasil não aceitará interferência estrangeira e nem métodos usados para desestabilizar democracias. A soberania popular se exerce nas urnas e o resultado deve ser respeitado”, prosseguiu Lindbergh. Segundo ele, ao seguir os passos do pai, Flávio corre o risco de terminar “derrotado nas urnas, isolado por atacar a democracia e preso para responder por seus crimes”.