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Justiça

Júri considera Duane Davis culpado pela morte de Tupac Shakur quase 30 anos após crime

Por 3 min de leitura Expresso Rio
Expresso Rio
Imagem: Divulgação
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Quase três décadas após o assassinato do rapper Tupac Shakur, um júri de Las Vegas, nos Estados Unidos, considerou Duane “Keffe D” Davis, de 63 anos, culpado por homicídio em primeiro grau relacionado à morte do artista. O veredicto foi anunciado nesta segunda-feira (31), após os jurados deliberarem por menos de três horas. Davis era a única pessoa formalmente acusada criminalmente pelo ataque ocorrido em 1996.

O julgamento começou em agosto e colocou novamente sob atenção mundial um dos crimes mais conhecidos da história do hip-hop. Segundo a acusação, Davis teria participado da organização do ataque contra Tupac após uma briga ocorrida horas antes no MGM Grand, em Las Vegas, envolvendo o rapper, integrantes de sua comitiva e Orlando Anderson, sobrinho de Davis. A promotoria sustentou que o grupo saiu posteriormente à procura de Tupac e de Marion “Suge” Knight, fundador da Death Row Records.

Durante o processo, os promotores apresentaram declarações feitas pelo próprio Davis ao longo dos anos, incluindo entrevistas, gravações e informações descritas em seu livro de memórias “Compton Street Legend”, publicado em 2019. A acusação afirmou que essas declarações ajudavam a demonstrar a participação dele na preparação do ataque. A defesa, por outro lado, contestou a força dessas provas e sustentou que relatos feitos anteriormente pelo acusado teriam sido exagerados ou apresentados com objetivos comerciais, além de questionar a ausência de provas independentes que confirmassem integralmente sua versão.

Tupac foi baleado após luta de Mike Tyson

Tupac Shakur foi baleado na noite de 7 de setembro de 1996, enquanto estava no banco do passageiro de um BMW conduzido por Suge Knight, próximo à Las Vegas Strip. O rapper havia acompanhado naquela noite uma luta do boxeador Mike Tyson. Ele foi atingido por vários disparos e morreu seis dias depois, em 13 de setembro, aos 25 anos.

De acordo com a tese apresentada pela promotoria, Davis estava em um Cadillac branco com outros três homens durante a perseguição ao veículo de Tupac. Os promotores não precisavam demonstrar que ele próprio efetuou os disparos para buscar sua responsabilização pelo homicídio, argumentando que sua participação na organização e execução do ataque permitia a condenação conforme a legislação aplicável em Nevada. Davis negou responsabilidade criminal durante o processo.

Defesa anuncia recurso

Com o veredicto, Davis passa a aguardar a definição de sua pena, com a audiência de sentença prevista para 13 de outubro de 2026. Ele pode receber uma pena de prisão perpétua, e sua defesa já informou que pretende recorrer da decisão. Dessa forma, embora o julgamento pelo júri represente um marco no caso, os desdobramentos judiciais ainda não estão definitivamente encerrados.

A morte de Tupac tornou-se um dos episódios mais emblemáticos da história do rap norte-americano e ocorreu em meio às fortes rivalidades envolvendo grupos e artistas associados às cenas musicais das costas Leste e Oeste dos Estados Unidos na década de 1990. O veredicto contra Davis representa a primeira condenação criminal diretamente relacionada ao assassinato que permaneceu sem solução judicial por quase 30 anos.

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