A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três primeiros meses do ano, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado considera a série com ajuste sazonal e confirma a continuidade da expansão da atividade econômica, embora em ritmo inferior ao observado no início do ano.
Segundo levantamento atribuído à agência de classificação de risco Austin Rating, elaborado a partir dos resultados disponíveis de diferentes economias, o desempenho teria colocado o Brasil na quinta posição entre cerca de 50 países considerados na comparação. A classificação utiliza a variação do PIB em relação ao trimestre imediatamente anterior e deve ser analisada dentro da amostra e da metodologia adotadas no estudo.
Na relação apresentada pelo levantamento, Irlanda, Indonésia, Angola e Malásia aparecem à frente do Brasil. A economia brasileira, com expansão de 0,5%, teria ficado acima de países como Estados Unidos, Suécia, Suíça e Canadá dentro dos números considerados pela Austin Rating. Como dados internacionais podem ser divulgados ou revisados em momentos diferentes, a composição e a posição dos países em rankings comparativos podem sofrer alterações.
PIB desacelera em relação ao primeiro trimestre
Apesar da posição de destaque na comparação apresentada, o crescimento brasileiro perdeu velocidade. O PIB havia avançado 1,1% no primeiro trimestre de 2026, frente aos últimos três meses de 2025. Entre abril e junho, a expansão caiu para 0,5%. Ainda assim, o resultado ficou acima da expectativa de crescimento de 0,4% apontada em pesquisa da Reuters com economistas.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a economia brasileira registrou crescimento de 2,0%, também acima da estimativa de 1,8% esperada pelo mercado. Os números mostram que o país continua apresentando expansão em relação ao ano anterior, mesmo diante da desaceleração observada na comparação trimestral.
Entre os setores da economia, a agropecuária avançou 2,8% no trimestre. Os serviços cresceram 0,2%, enquanto a indústria apresentou alta de 0,1%. O desempenho ocorre em um ambiente econômico ainda marcado por juros elevados e seus efeitos sobre o consumo, o crédito e os investimentos.
O ranking internacional, portanto, funciona como um retrato comparativo de determinado conjunto de economias e não significa que o Brasil seja necessariamente a quinta economia que mais cresce no mundo de forma absoluta. A posição depende dos países incluídos, do período de divulgação dos indicadores e da metodologia empregada. O dado oficial confirmado pelo IBGE é de que o PIB brasileiro avançou 0,5% entre o primeiro e o segundo trimestres de 2026.




