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Política

Rosinha cita condenação de Chiquinho Brazão por morte de Marielle e relembra cargo na Prefeitura do Rio

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Imagem: Divulgação
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A ex-governadora do Rio de Janeiro Rosinha Garotinho publicou um vídeo nas redes sociais em que relembra a condenação do ex-deputado federal João Francisco Inácio Brazão, conhecido como Chiquinho Brazão, pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Na gravação, Rosinha também destaca que Brazão chegou a integrar o primeiro escalão da Prefeitura do Rio durante a gestão de Eduardo Paes (PSD).

Chiquinho Brazão foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 76 anos e três meses de prisão, assim como seu irmão, Domingos Brazão. A Primeira Turma do Supremo concluiu, por unanimidade, que os irmãos participaram do planejamento e foram mandantes dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, ocorridos em março de 2018. A decisão também abrangeu a tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves, que estava no veículo no momento do ataque.

Os recursos apresentados contra a condenação foram posteriormente rejeitados pelo STF. Em julho de 2026, após o trânsito em julgado, foi determinado o início do cumprimento definitivo das penas. Com isso, a responsabilização criminal dos irmãos Brazão no processo deixou de estar apenas no campo das acusações e passou a decorrer de condenação definitiva da Justiça.

No vídeo publicado nas redes sociais, Rosinha chama atenção ainda para a passagem de Chiquinho Brazão pela administração municipal do Rio. O ex-deputado comandou a Secretaria Especial de Ação Comunitária durante a gestão de Eduardo Paes, entre outubro de 2023 e o início de 2024. O próprio Paes reconheceu publicamente, após a prisão de Brazão, que havia cometido um erro ao colocá-lo no governo. “Foi um erro da minha parte colocar no governo uma pessoa que tinha suspeita no caso”, declarou o prefeito em 2024.

A passagem de Brazão pela Prefeitura é utilizada por Rosinha em sua manifestação política para questionar as escolhas feitas na composição do governo municipal. Não há, entretanto, decisão judicial ou elemento apresentado no julgamento do caso Marielle que atribua a Eduardo Paes participação nos assassinatos. O vínculo comprovado mencionado na publicação é administrativo: Chiquinho Brazão exerceu o cargo de secretário na gestão Paes antes de sua prisão e da posterior condenação pelo Supremo.

Marielle Franco e Anderson Gomes foram assassinados a tiros na noite de 14 de março de 2018, no Centro do Rio. Após anos de investigação, o STF concluiu que Chiquinho e Domingos Brazão foram os mandantes do ataque. A condenação estabelecida pela Corte também determinou indenização às famílias das vítimas.


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