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Política

Lindbergh diz que Flávio Bolsonaro “tem que ser preso”; Piauí revela novo repasse de Vorcaro para ‘Dark Horse’

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Imagem: Divulgação
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Uma nova reportagem da revista Piauí, publicada nesta terça-feira (1º), trouxe novos elementos sobre os pagamentos realizados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, para o financiamento de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações reacenderam as críticas do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cuja prisão preventiva já havia sido defendida pelo parlamentar petista em maio. Na ocasião, Lindbergh declarou nas redes sociais que Flávio “tem que ser preso imediatamente” e acionou órgãos como Polícia Federal, Procuradoria-Geral da República e Supremo Tribunal Federal.

Segundo a Piauí, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) registra que, em 16 de setembro de 2025, Vorcaro enviou US$ 1,666 milhão ao Havengate Development Fund, fundo norte-americano relacionado ao financiamento do longa. O dado contrasta com uma declaração anterior de Flávio Bolsonaro à GloboNews, na qual afirmou que o último pagamento de Vorcaro para o projeto havia ocorrido em maio de 2025. Com a transferência identificada em setembro, os aportes conhecidos chegaram a aproximadamente US$ 12,3 milhões, cerca de R$ 65 milhões na cotação da época, segundo a publicação.

A revista também divulgou uma conversa de 22 de outubro de 2025 entre Vorcaro e o publicitário Thiago Miranda, que teria participado da captação de recursos para o filme. Na troca de mensagens reproduzida pela reportagem, Vorcaro afirma ter liberado “mais uma” parcela após ser questionado sobre pagamentos atrasados. A existência da mensagem, porém, não comprova por si só que a transferência de outubro tenha sido efetivamente concluída. Caso esse pagamento seja confirmado, a Piauí calcula que o total desembolsado por Vorcaro poderia alcançar cerca de US$ 14 milhões.

As revelações ampliaram o debate sobre declarações anteriores de Flávio Bolsonaro a respeito de sua relação com Vorcaro. Reportagens publicadas desde maio registram que o senador inicialmente negou proximidade com o banqueiro e, posteriormente, reconheceu contatos e encontros. Lindbergh Farias passou a explorar politicamente essas divergências e classificou o episódio como uma sequência de versões contraditórias. “Mentira atrás de mentira”, afirmou o deputado ao comentar anteriormente as explicações apresentadas pelo adversário.

Procurada pela Piauí sobre o novo pagamento revelado pelo relatório do Coaf, a assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou que questionamentos sobre os repasses deveriam ser direcionados à produtora responsável por Dark Horse, dizendo: “Isso não é com a gente”. Flávio também vem negando irregularidades no financiamento e sustenta que os recursos destinados ao projeto foram utilizados na produção do filme.

A Polícia Federal mantém investigação para rastrear o destino dos valores relacionados ao projeto e verificar se todo o dinheiro enviado ao fundo norte-americano foi efetivamente empregado na produção cinematográfica. Até o momento, a existência dos repasses ou das investigações não representa condenação nem comprovação de prática criminosa por Flávio Bolsonaro. A eventual responsabilização criminal depende da produção de provas, manifestação do Ministério Público e decisão do Poder Judiciário.


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