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Economia

BNDES amplia em R$ 4,1 bilhões crédito para empresas afetadas por tarifas e guerra no Irã

Por 2 min de leitura Expresso Rio
Expresso Rio
Imagem: Divulgação
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta terça-feira (1º) a inclusão de mais R$ 4,1 bilhões em recursos próprios no programa Brasil Soberano 3. Com o novo aporte, o volume total previsto para as linhas de financiamento chega a R$ 22,6 bilhões.

Segundo o banco, a participação direta do BNDES no programa passa de R$ 5 bilhões para R$ 9,1 bilhões. Outros R$ 13,5 bilhões serão provenientes do Tesouro Nacional. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso ao crédito para empresas brasileiras afetadas pelas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e pelos impactos econômicos relacionados à guerra no Irã, além de contemplar setores considerados estratégicos para o comércio exterior.

De acordo com o BNDES, empresas interessadas poderão solicitar os financiamentos diretamente ao banco ou por meio de instituições financeiras parceiras dentro de aproximadamente 15 dias. As linhas poderão ser utilizadas para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e investimentos destinados à adaptação das atividades produtivas.

A maior parcela dos recursos, de R$ 8,8 bilhões, será destinada a exportadores e fornecedores atingidos pelas tarifas norte-americanas. Outros R$ 6,8 bilhões deverão atender empresas que mantêm operações comerciais com países do Golfo Pérsico. O programa também prevê R$ 7 bilhões para setores estratégicos, incluindo R$ 4 bilhões para a cadeia de adubos e fertilizantes e R$ 2 bilhões para atividades industriais e tecnológicas relacionadas a minerais críticos.

As condições de financiamento variam conforme o porte da empresa e a modalidade contratada. Conforme informado pelo BNDES, a linha de capital de giro para micro, pequenas e médias empresas terá taxa de 8,3% ao ano, enquanto para grandes empresas a taxa prevista é de 9,8% ao ano. Para projetos relacionados à cadeia de minerais críticos, os juros poderão partir de 3% ao ano.

Em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o programa busca ampliar o acesso das empresas brasileiras ao crédito em um cenário de maior instabilidade no comércio internacional. A expectativa do governo é reduzir os impactos das barreiras comerciais e de conflitos externos sobre setores produtivos e exportadores brasileiros.

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