O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, está prestes a desistir da corrida pela Presidência da República nas eleições de 2026. A dificuldade do partido Democracia Cristã em formar alianças políticas e montar uma estrutura capaz de sustentar uma campanha nacional competitiva é o principal fator que leva a essa decisão.
De acordo com o presidente nacional do partido, João Caldas, o Democracia Cristã ainda está tentando viabilizar o projeto, mas reconhece que o cenário é desfavorável. “Ainda estamos tentando, mas não está fácil. Temos até 5 de agosto, prazo para realizar a convenção que pode definir o nome do candidato a presidente, mas está muito difícil”, afirmou Caldas.
O partido enfrenta dificuldades em construir alianças políticas e montar uma estrutura capaz de sustentar uma campanha nacional competitiva. Inicialmente, o Democracia Cristã havia anunciado o ex-deputado Aldo Rebelo como pré-candidato à Presidência, mas em maio deste ano, a legenda mudou de estratégia e passou a trabalhar para lançar Joaquim Barbosa.
A decisão provocou reação de Aldo Rebelo, que criticou a substituição e classificou o nome de Barbosa como “clandestino”. Desde que passou a ser cogitado pelo partido, Joaquim Barbosa não fez manifestações públicas sobre a possível candidatura. Segundo dirigentes da legenda, ele aguardava a consolidação de alianças políticas e a apresentação de um projeto nacional que garantisse competitividade à campanha.
As negociações com o PSDB, que visavam fortalecer o projeto presidencial, não avançaram. Os tucanos anunciaram recentemente que não terão candidato próprio à Presidência da República, retirando da disputa o nome do deputado federal e presidente nacional da legenda, Aécio Neves (MG). Sem novas alianças e diante das dificuldades para estruturar a campanha, o partido deverá decidir sobre a desistência de Joaquim Barbosa até 5 de agosto, data-limite para a realização das convenções partidárias.
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