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Israel inventa que jogadores palestinos assassinados eram “terroristas do Hamas”

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Israel inventa que jogadores palestinos assassinados eram “terroristas do Hamas”

As Forças de Defesa de Israel divulgaram, após o fim da Copa do Mundo de 2026, um levantamento com 11 jogadores de futebol e um árbitro mortos na Faixa de Gaza desde a escalada do genocídio na região. Os militares israelenses afirmam que os nomes citados também ocupavam funções no Hamas e na Jihad Islâmica.

O relatório deu maior destaque a Mohammed Sami Mohammed Khattab, árbitro assistente internacional da Fifa que atuou no Campeonato da Ásia Ocidental. Para as FDI, ele integrava a Brigada dos Campos Centrais da Jihad Islâmica, grupo palestino fundado em 1981, apoiado pelo Irã e classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

As forças sionistas também afirmam que alguns dos nomes participaram das incursões de 7 de outubro de 2023 feitas pelo Hamas em território israelense. Entre eles estaria Mohammed Mohammed Hassan Barakat, descrito como um dos jogadores mais conhecidos da Faixa de Gaza, com passagem pela seleção palestina e pela seleção palestina de futebol de areia.

Em imagens divulgadas pelo Exército israelense, atletas citados no levantamento aparecem com roupas militares e armas. O documento admite a morte de civis nos ataques e sustenta que os casos devem passar por análise individual. O levantamento da Unicef aponta que pelo menos 70 mil pessoas foram assassinadas por Israel em Gaza.

Relatório cita árbitro da Fifa e atletas ligados a clubes de Gaza

O major Rafael Rozenszajn, porta-voz da reserva das FDI para os países de língua portuguesa, afirmou que o levantamento não busca negar vítimas civis. “Não se trata de negar que civis morreram nesta guerra, isso é uma tragédia inegável. Trata-se de insistir que cada caso seja examinado com rigor, e não simplesmente aceito porque se encaixa numa narrativa pré-existente”, disse.

Na lista, Mahmoud Kamal Mohammad Ali Al-Rifi aparece como jogador que, de acordo com os militares israelenses, seria comandante de Companhia no dispositivo aéreo do Hamas.

Mohammed Mansour, jogador, treinador e preparador físico de uma equipe juvenil em Nuseirat, é apontado como vice-comandante do Batalhão de Nuseirat do Hamas e também como participante da infiltração em Israel em 7 de outubro.

O levantamento cita ainda Ahmed Mohammed Hassan Abu Al-Atta, zagueiro com passagem pelo Al-Ahli Gaza, como comandante de Pelotão da Jihad Islâmica, informação atribuída por Israel a uma publicação do próprio grupo.

Abdullah Riyadh Abdullah Khattab aparece como integrante do dispositivo antitanque da Jihad Islâmica, enquanto Ali Mahmoud Ahmed Al-Kurd, ex-meio-campista do Al-Qadisiyah Rafah e técnico do Al-Qadisiyah e do Al-Istiqlal, é descrito como comandante de Pelotão da organização em Rafah.

As FDI também incluem Mohammad Emad Ata Hussouna e Tariq Ziad Hussein Al-Hour como integrantes do braço armado do Hamas, além de Mohammed Ziad Hussein Al-Hour como comandante de Pelotão no Batalhão de Nuseirat.

Mahmoud Osama Al-Jazzar, goleiro que jogou por Al-Qadisiyah e Khadamat Rafah, é apontado como integrante operativo de combate da Jihad Islâmica, e Mohammad Nidal Mohammed Al-Hawajri como comandante de combate no Batalhão de Nuseirat do Hamas.

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