O Governo Federal afirma ter reduzido em 67% o tempo médio de espera por uma resposta a requerimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social, o prazo médio teria passado de 108 dias, em 2021, para 35 dias em agosto de 2026. O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, afirmou que o resultado permitirá ao governo anunciar, na próxima semana, o que a gestão classifica como “zeramento” da fila do instituto.
Na Perícia Médica Federal, o governo também informa redução no tempo de espera. Conforme os números apresentados pela Previdência, a média teria caído de 70 dias, em 2023, para 17 dias atualmente, uma retração de aproximadamente 75%. O resultado ocorre em um cenário de elevada demanda: de acordo com o governo, o INSS recebe mensalmente cerca de 1,3 milhão de novos requerimentos de benefícios.
Durante agenda em Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o número considerado como demanda acumulada caiu de aproximadamente 3 milhões para 251 mil pessoas. Segundo Lula, os requerimentos que permanecem aguardando análise estão dentro de uma janela de até 45 dias, considerada pela gestão como parte do fluxo regular de processamento. Por isso, a expressão “fila zerada” utilizada pelo governo não significa que não existam pedidos em análise, mas que, segundo o critério anunciado, não haveria mais um estoque relevante de requerimentos represados além desse período.
Os números ainda estão sendo consolidados para o anúncio oficial. Wolney Queiroz afirmou ao SBT News que a fila estaria “tecnicamente zerada” e informou que os dados definitivos serão apresentados pelo presidente. Há uma pequena diferença entre números mencionados publicamente: Lula citou cerca de 251 mil requerimentos, enquanto informação atribuída ao Ministério da Previdência apontou aproximadamente 261 mil casos em agosto. A divergência reforça que os dados finais ainda deverão ser detalhados oficialmente.
Entre as medidas apontadas pelo governo para acelerar as análises estão a contratação de novos profissionais, mutirões de atendimento, ampliação das perícias realizadas por telemedicina e utilização do Atestmed, ferramenta que permite a análise documental em determinados pedidos de benefício por incapacidade, sem necessidade de perícia presencial em situações previstas pelas regras do INSS. O instituto já confirmou também a nomeação de centenas de novos profissionais e a expansão dessas modalidades de atendimento.
A expectativa é que o Governo Federal apresente na próxima semana os números consolidados e os critérios utilizados para declarar oficialmente encerrada a demanda reprimida. Até a divulgação dos dados finais, portanto, o chamado “zeramento da fila” deve ser entendido como uma classificação adotada pela gestão federal para os requerimentos considerados dentro do período regular de processamento, e não como inexistência absoluta de cidadãos aguardando uma decisão do INSS.




