Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, morreu no domingo (17), um dia após ser atropelada na calçada de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. Ela havia chegado à cidade naquele dia e foi levada em estado grave ao Hospital Municipal Miguel Couto, onde o óbito foi confirmado.
A viagem ao Brasil ocorreu no mesmo dia do acidente. Ela veio ao país para assinar contrato com uma empresa multinacional do setor de cosméticos. “O que ela queria era o sonho de fincar raízes, e o Rio era a escolha dela”, disse seu pai, o diplomata Ibrahim Abdul Hak Neto.
A jovem cursava Administração de Empresas na ESCP Business School, em Turim, na Itália, e mantinha uma trajetória acadêmica e profissional internacional. Mariana residiu em diversos países, incluindo Reino Unido, Venezuela, Bélgica, Líbano e França.
Ela falava português, inglês, espanhol e francês, além de possuir conhecimentos em italiano. Desde janeiro de 2025, Mariana atuava como diretora de marketing (CMO) em uma empresa italiana, responsável pelo recrutamento de alunos, gestão de orçamento e campanhas de marketing.
Seu pai é diplomata de carreira e assessor especial no gabinete do presidente Lula e sua mãe, Ana Patrícia Neves Abdul Hak, cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires, Argentina.
Rio de Janeiro – Vídeos gravados por câmeras de segurança da empresa Gabriel gravaram como foi o acidente que matou a administradora Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos.
Filha de diplomatas do governo brasileiro, ela foi atropelada por uma van na esquina das ruas Visconde de… pic.twitter.com/evHPcMl3yD
— g1 (@g1) May 19, 2026
O atropelamento ocorreu no cruzamento das ruas Visconde de Pirajá com Vinícius de Moraes, quando uma van de entrega invadiu a calçada e atingiu Mariana, sua mãe e um homem identificado como Sérgio. Testemunhas relataram que não houve marcas ou sinais de frenagem no local.
O motorista da van informou à polícia que perdeu o controle do veículo após o volante travar ao tentar mudar de faixa, impossibilitando o uso do freio. A mãe de Mariana também se feriu, foi socorrida e recebeu alta, enquanto o motorista permanece em liberdade e o caso é investigado como lesão corporal culposa pela 14ª DP (Leblon).
O corpo de Mariana será enterrado na quinta (21), às 14h, no Cemitério São Paulo, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. A investigação segue em andamento para apurar as circunstâncias do acidente e a responsabilidade pelo atropelamento.