A expulsão do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) dos quadros da Polícia Federal está parada no Ministério da Justiça, embora a corporação tenha recomendado a medida por abandono de emprego. O parlamentar ainda mantém formalmente o cargo de escrivão. Com informações de O Globo.
Eduardo Bolsonaro ingressou na PF por concurso público em 2010. Conhecido como Zero Três, ele concilia o vínculo funcional com o mandato de deputado federal por São Paulo.
A Polícia Federal decidiu expulsá-lo há cerca de três semanas, conforme informou o colunista Lauro Jardim, de O Globo. A decisão decorre da acusação de abandono de emprego.
A corporação enviou ao Ministério da Justiça, em 21 de julho, a recomendação para retirar Eduardo Bolsonaro de seu quadro de servidores. Até agora, o procedimento não teve avanço na pasta.
Recomendação da PF segue sem desfecho administrativo
Enquanto o Ministério da Justiça não conclui a análise, Eduardo Bolsonaro continua registrado formalmente como escrivão da Polícia Federal. A recomendação da corporação ainda não produziu o desligamento do deputado.
O caso envolve duas condições exercidas por Eduardo Bolsonaro: ele é deputado federal pelo PL de São Paulo e servidor concursado da Polícia Federal. A eventual expulsão atingiria seu vínculo com a instituição policial.
A informação divulgada não detalha qual etapa impede o andamento do processo dentro do Ministério da Justiça nem aponta prazo para uma decisão sobre a recomendação enviada pela PF.
O Ministério da Justiça recebeu o pedido da Polícia Federal em 21 de julho, e Eduardo Bolsonaro permanece formalmente no quadro de servidores enquanto não houver definição administrativa.