Exames laboratoriais realizados em uma menina de 10 anos internada no Rio Grande do Norte descartaram qualquer relação entre o quadro de saúde da criança e o detergente Ypê. Segundo informações divulgadas pelas autoridades de saúde, a paciente foi diagnosticada com eritema infeccioso, uma doença viral causada pelo parvovírus humano.
A confirmação foi anunciada após análises sorológicas realizadas durante a internação da criança. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, os resultados não identificaram qualquer evidência de contaminação provocada pelo produto de limpeza.
A menina recebeu alta hospitalar na última quarta-feira (20) e já se recupera em casa.
Segundo o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, os exames laboratoriais confirmaram que a criança apresentava eritema infeccioso, uma condição considerada benigna na maioria dos casos.
A doença é causada pelo parvovírus humano e costuma provocar sintomas como manchas avermelhadas na pele, febre leve, dores no corpo e mal-estar. Especialistas apontam que o quadro geralmente apresenta boa evolução clínica, especialmente em crianças saudáveis.
De acordo com a avaliação médica, não houve qualquer ligação entre os sintomas apresentados pela paciente e o detergente Ypê.
O episódio chamou atenção após familiares relatarem que os sintomas teriam surgido depois que a menina utilizou detergente para lavar as mãos enquanto possuía um pequeno corte em um dos dedos.
Segundo relato da mãe, Tatiane Gomes, a criança apresentou manchas pelo corpo, dores intensas, perda de força nas pernas e dificuldade para caminhar.
Inicialmente, ela foi atendida na UPA Pajuçara. Posteriormente, devido à evolução do quadro, foi transferida para o Hospital Varela Santiago, em Natal, onde permaneceu internada para investigação médica.
A repercussão nas redes sociais fez com que surgissem questionamentos sobre uma possível relação entre o produto e a doença da criança.
Apesar da conclusão dos exames sobre este caso específico, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém investigações relacionadas a outros lotes de produtos da marca Ypê.
Segundo informações já divulgadas anteriormente pelo órgão regulador, as apurações envolvem questões distintas e não possuem relação direta com o diagnóstico confirmado na menina internada no Rio Grande do Norte.
A investigação sanitária segue os protocolos de monitoramento adotados pela agência para garantir a segurança dos consumidores e verificar eventuais irregularidades em produtos disponibilizados no mercado.
A Secretaria Estadual de Saúde reforçou que os exames descartaram a hipótese inicialmente levantada de que o detergente teria provocado a doença.
Conforme as autoridades sanitárias, o quadro clínico foi compatível com uma infecção viral causada pelo parvovírus humano, sem evidências de intoxicação ou contaminação associada ao produto utilizado pela criança.
Com a alta hospitalar, a paciente segue em recuperação domiciliar sob acompanhamento familiar.