A procuradora Rebeca Ramagem, esposa do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, foi autorizada a se afastar do cargo para se dedicar à atividade política, o que lhe permite concorrer nas eleições de 2026. A licença foi concedida em 30 de junho, dentro do prazo estabelecido pela legislação eleitoral para que servidores públicos possam concorrer a cargos eletivos.
Até o momento, Rebeca Ramagem não anunciou publicamente qual cargo pretende disputar. A autorização para o afastamento foi concedida pela Procuradoria-Geral do Estado de Roraima, permitindo que ela exerça atividade política. Com a licença, Rebeca deixa as funções que exercia na coordenadoria da Procuradoria em Brasília, responsável pelo acompanhamento de processos nos tribunais superiores, e será substituída pela procuradora Thiciane Guanabara Souza.
Rebeca Ramagem atua na Procuradoria do Estado de Roraima desde 2015 e é filiada ao Partido Liberal (PL). Com a licença, ela cumpre os requisitos legais para uma eventual candidatura nas eleições de 2026, embora ainda não tenha confirmado qual será sua pretensão eleitoral. Recentemente, ela publicou uma enquete em seu perfil nas redes sociais perguntando aos seguidores se seriam favoráveis ao retorno da “família Ramagem” ao Brasil, enquanto permanece nos Estados Unidos ao lado do marido.
Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Jair Bolsonaro e ex-deputado federal, perdeu o mandato parlamentar após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro. Ele deixou o Brasil em setembro de 2025 e está nos Estados Unidos, onde o governo brasileiro encaminhou pedido de extradição, que segue em tramitação.
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