Um eclipse lunar parcial poderá ser observado no Brasil na noite de quinta-feira (27) para a madrugada de sexta-feira (28) de agosto. O fenômeno será visível em diferentes regiões do país, desde que as condições meteorológicas permitam. Durante o momento de maior cobertura, mais de 90% do disco lunar ficará dentro da região mais escura da sombra da Terra, fazendo com que boa parte da Lua possa apresentar uma tonalidade avermelhada. A NASA classifica o evento como eclipse lunar parcial e calcula magnitude de aproximadamente 0,93.
No Estado do Rio de Janeiro, a fase penumbral começa por volta das 22h23 de quinta-feira, enquanto a etapa mais perceptível do eclipse ocorre mais tarde. Na capital fluminense, o ponto máximo está previsto para aproximadamente 1h12 de sexta-feira (28). A previsão indica que cerca de 93,9% do disco lunar poderá ser atingido pela sombra durante o auge do fenômeno. A fase penumbral termina perto das 4h01. Os horários podem apresentar pequenas diferenças conforme a localização do observador no território brasileiro.
O eclipse acontece quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados de maneira que o nosso planeta projeta sua sombra sobre o satélite natural. Desta vez, o alinhamento não será suficiente para provocar um eclipse total. Mesmo assim, como uma parcela muito grande da Lua ficará encoberta pela umbra terrestre, o fenômeno deverá produzir um efeito visual semelhante ao observado nas chamadas “luas de sangue”, principalmente nas áreas próximas à região eclipsada.
A coloração avermelhada ocorre porque parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de alcançar a Lua. Nesse percurso, comprimentos de onda associados às cores azuladas são dispersados com maior facilidade, enquanto tons avermelhados conseguem atravessar a atmosfera e chegar ao satélite. O mesmo princípio ajuda a explicar as tonalidades vermelhas e alaranjadas observadas durante o nascer e o pôr do Sol.
Ao contrário de um eclipse solar, o eclipse lunar pode ser observado diretamente e não exige qualquer tipo de proteção para os olhos. Também não é necessário utilizar telescópio ou binóculo. Para melhorar a experiência, especialistas recomendam procurar locais com horizonte aberto, menor iluminação artificial e, principalmente, céu sem grande cobertura de nuvens.
O fenômeno de 27 e 28 de agosto terá visibilidade também em outras partes das Américas, além de regiões da Europa, África e do Pacífico. No Brasil, entretanto, as condições exatas de observação dependerão do horário local e do clima em cada cidade. Portanto, mesmo com a previsão astronômica definida, a presença de nuvens poderá impedir ou reduzir a visualização do eclipse.




