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Brasil

Lula deve levar à ONU defesa da soberania e críticas às tarifas dos EUA; encontro com Trump é incerto

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve levar à Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro, um discurso centrado na defesa da soberania brasileira, da democracia e do multilateralismo, além de críticas às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos do Brasil. A expectativa sobre o conteúdo da fala é apontada pela imprensa, mas a agenda definitiva do presidente em Nova York, inclusive possíveis encontros bilaterais, ainda não foi oficialmente detalhada.

O debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU está previsto para ocorrer entre 22 e 28 de setembro de 2026, em Nova York. Caso participe da abertura, esta será a quarta vez, no atual mandato iniciado em 2023, em que Lula discursará no principal fórum anual da organização. A soberania ganhou ainda mais espaço na retórica do governo brasileiro após o agravamento das divergências comerciais com Washington.

Em julho, os Estados Unidos anunciaram novas sobretaxas sobre determinados produtos brasileiros. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, medidas adotadas pelo governo norte-americano estabeleceram adicionais de 25% e 12,5% sobre parcelas das exportações brasileiras. O Brasil posteriormente apresentou pedido de consultas contra os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC), sustentando que as medidas são injustificadas e incompatíveis com obrigações comerciais internacionais — posição contestável no âmbito do próprio mecanismo multilateral de solução de controvérsias.

A relação entre Lula e Donald Trump deverá estar entre os temas acompanhados durante a passagem pela ONU. Os dois presidentes já se reuniram na Casa Branca em maio deste ano e determinaram que suas equipes buscassem uma saída para as divergências comerciais. Desde então, porém, novos episódios aumentaram a tensão entre Brasília e Washington. Lula também declarou recentemente que tenta manter diálogo direto com Trump, ao mesmo tempo em que critica aquilo que considera interferência estrangeira no processo político brasileiro.

Até o momento, não há confirmação oficial de uma nova reunião bilateral entre Lula e Trump durante a Assembleia Geral da ONU. Assim, qualquer encontro em Nova York permanece no campo das possibilidades diplomáticas e dependerá da definição das agendas dos dois governos. Em 2025, Lula já havia usado seu discurso na ONU para defender as instituições brasileiras e rejeitar ingerências externas, linha que poderá voltar a aparecer diante do novo cenário comercial e político entre Brasil e Estados Unidos.

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