O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência e membro do Partido Liberal (PL), expressou seu apoio ao presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenar o bloqueio de bens no valor de R$ 119 milhões pertencentes ao dirigente. A medida foi tomada em decorrência de uma investigação que aponta para a possível influência irregular de Valdemar em emendas parlamentares.
Flávio Bolsonaro classificou como “natural” a atuação de Valdemar junto a deputados federais, especialmente aqueles integrantes do PL, defendendo que é legítimo o diálogo e a influência política de presidentes de partidos sobre as respectivas bancadas. Além disso, o senador acusou a Polícia Federal de adotar uma postura seletiva, perseguindo adversários do presidente Lula.
Em uma postagem nas redes sociais, Flávio Bolsonaro manifestou sua insatisfação com a atuação da Polícia Federal, argumentando que, enquanto a instituição afirma não ter recursos para investigar denúncias contra o filho do presidente Lula, ela parece mobilizar esforços significativos para atacar opositores do governo. O senador defendeu que essa perseguição política deve ser interrompida.
A investigação em questão sugere que Valdemar Costa Neto teria participado do direcionamento irregular de 21 emendas parlamentares, totalizando R$ 119,2 milhões. A Polícia Federal sustenta que o presidente do PL contou com o auxílio de servidores da Câmara dos Deputados para organizar e distribuir essas indicações, utilizando nomes de deputados como solicitantes formais para dar uma aparência de legalidade às ações.
Como resultado da investigação, o ministro Flávio Dino determinou o bloqueio dos bens de Valdemar e suspendeu qualquer empenho, liquidação ou pagamento relacionado às emendas sob suspeita. Além disso, a Câmara dos Deputados foi notificada para enviar, em um prazo de 10 dias, os documentos de tramitação dos recursos investigados.
A defesa de Valdemar Costa Neto rejeitou as acusações e anunciou que irá recorrer da decisão. Os advogados defendem que o presidente do PL não cometeu qualquer crime e que sua atuação política é legítima, argumentando que é natural e aceitável que presidentes de partidos conversem com parlamentares e influenciem as decisões políticas de suas respectivas bancadas.