A Presidência da Câmara dos Deputados reverteu a decisão que suspendia a escolta da deputada federal Talíria Petrone (PSOL), autorizando a manutenção da proteção por mais 90 dias. Essa decisão foi tomada após a deputada recorrer diretamente ao presidente da Câmara, Hugo Motta, solicitando a reavaliação da retirada da proteção.
O despacho que garante a continuidade da escolta foi assinado e entra em vigor a partir de 12 de junho, representando uma mudança de entendimento da Presidência da Câmara em relação à decisão anterior do Departamento de Polícia Legislativa. A medida foi tomada após Talíria Petrone questionar a suspensão da escolta, que ocorreu devido a compromissos oficiais realizados em áreas consideradas de risco.
A deputada argumentou que todas as agendas haviam sido previamente autorizadas pela Câmara dos Deputados e que visitas a comunidades fazem parte das atividades inerentes ao exercício do mandato parlamentar. Além disso, ela levantou o debate sobre o tratamento dado às favelas, questionando se esses territórios estariam sendo considerados “não-lugares” pela decisão que resultou na suspensão da escolta.
Com a nova decisão, a escolta da deputada permanecerá ativa por mais 90 dias, classificada como medida excepcional. Essa não é a primeira vez que a proteção de Talíria Petrone passa por mudanças, já que menos de um ano atrás, Hugo Motta havia anunciado o encerramento da escolta da deputada, mas voltou atrás poucos dias depois e restabeleceu a medida de segurança.
A nova decisão encerra, ao menos temporariamente, o impasse envolvendo a proteção da parlamentar, mantendo a escolta durante os próximos três meses. A medida representa uma mudança de entendimento da Presidência da Câmara em relação à segurança da deputada e demonstra a importância da proteção dos parlamentares em exercício de suas funções.