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Corrupção no Rio: Procurador denuncia infiltração de criminosos em órgãos públicos

Expresso Rio

O procurador-geral de Justiça do Rio, Antonio Jose Campos Moreira, fez uma declaração impactante sobre a Operação Ouroboros, que apura o desvio de R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole (IRM). De acordo com ele, a administração pública do estado foi infiltrada por criminosos, que cooptaram órgãos públicos para desviar recursos.

Moreira afirmou que “essa prática de desvio de verbas públicas pode ser um dos motivos pelos quais o estado enfrenta dificuldades financeiras há décadas”. Ele acrescentou que “inúmeras estruturas do Estado, que deveriam prestar serviços ao cidadão, foram tomadas por delinquentes, que as cooptaram para desviar recursos públicos”. Essas declarações foram feitas durante uma coletiva de imprensa no MPRJ.

A Operação Ouroboros resultou na prisão de seis pessoas, incluindo o presidente do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini Vermelho, e nove mandados de busca e apreensão. Outros presos incluem o diretor de Planejamento e Projetos, Maurício Silva Knoploch dos Santos, e a gestora de contratos Amanda Íthala Santos da Paschoa.

A investigação que levou à Operação Ouroboros foi fruto de um trabalho conjunto entre o Governo do Estado e o Ministério Público. Os primeiros indícios de irregularidades foram identificados a partir de uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) e pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) nos contratos firmados pelo Instituto Rio Metrópole (IRM).

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