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Congresso dos EUA cobra Fifa por presentes, reuniões e relação com Trump

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Congresso dos EUA cobra Fifa por presentes, reuniões e relação com Trump

A relação entre a Fifa e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou na mira do Congresso estadunidense nesta terça-feira (28), após o deputado democrata Jamie Raskin cobrar explicações formais do presidente da entidade, Gianni Infantino, sobre vínculos da organização com o governo dos EUA.

Raskin, democrata de maior hierarquia no Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes, enviou uma carta a Infantino solicitando seu comparecimento para prestar esclarecimentos. Em documento obtido pelo The Athletic, o parlamentar também pediu que a Fifa entregue registros de contatos com Trump, integrantes de sua administração e a Organização Trump, empresa da família do presidente.

O pedido estabelece prazo até 9 de agosto para a entrega dos documentos. A cobrança inclui registros de reuniões, comunicações e qualquer contato envolvendo a entidade, o presidente dos EUA, membros do governo e pessoas ligadas aos negócios da família Trump.

Entre os itens requisitados estão listas de presentes, premiações, transferências de dinheiro, aparições públicas e outros benefícios concedidos a Trump, familiares ou integrantes do governo. Raskin também pediu registros de visitantes dos escritórios da Fifa em Miami e na Trump Tower, em Nova York, além da preservação de mensagens trocadas por WhatsApp, Signal, Telegram, X e Truth Social.

Prêmio, escritórios e sorteio entraram na cobrança

A iniciativa ocorre depois de uma sequência de episódios que aproximaram Infantino da administração Trump nos meses anteriores à Copa do Mundo de 2026. A Fifa concedeu ao presidente estadunidense o recém-criado Prêmio da Paz da Fifa, alugou um escritório na Trump Tower e transferiu o sorteio do Mundial de Las Vegas para o Kennedy Center, em Washington, instituição que passou a ser administrada por aliados de Trump.

Durante a Copa, a relação voltou a gerar questionamentos quando Trump telefonou para Infantino para pedir uma revisão da suspensão do atacante dos Estados Unidos Folarin Balogun antes de uma partida eliminatória. Depois do telefonema, a Fifa liberou o jogador para atuar e afirmou que tomou a decisão de forma independente.

Na carta, Raskin também questionou a decisão do Departamento de Justiça dos Estados Unidos de arquivar processos ligados às investigações de corrupção no futebol internacional iniciadas em 2015. Para o deputado, a mudança de postura do governo ocorreu após a aproximação entre a Fifa e Trump. “Essas ações parecem ter como objetivo induzir o presidente Trump e sua administração a tomarem decisões favoráveis à Fifa”, escreveu.

A Casa Branca respondeu por meio do porta-voz Davis Ingle, que criticou Raskin e defendeu a organização da Copa do Mundo. “Graças à visão e à liderança do presidente Trump, a Copa do Mundo de 2026 gerou bilhões de dólares em receita, impulsionou a economia das cidades-sede e proporcionou uma experiência segura para milhões de torcedores e atletas”, afirmou.

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