Pular para o conteúdo

84% das menções a Milei nas redes sociais são de rejeição, diz estudo

84%-das-mencoes-a-milei-nas-redes-sociais-sao-de-rejeicao,-diz-estudo
84% das menções a Milei nas redes sociais são de rejeição, diz estudo

O presidente da Argentina, Javier Milei, recebeu 84,3% de menções negativas nas redes sociais brasileiras depois de insultar o presidente Lula durante a convenção do PL que oficializou, no sábado (25), a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No discurso, Milei chamou Lula de “ladrão, presidiário e lixo socialista”. Com informações de Folha de S.Paulo.

Levantamento da Ativaweb DataLab analisou 158 mil menções ao argentino no Instagram e no Facebook entre o ato bolsonarista e a segunda-feira (27). A empresa identificou “um ambiente fortemente desfavorável ao líder argentino” depois da participação dele no evento partidário.

As publicações negativas usaram expressões como “interferência eleitoral”, “irresponsabilidade”, “arrogância”, “provocação”, “extremismo”, “desrespeito ao Brasil”, “ameaça ao Mercosul”, “palanque bolsonarista”, “imprudência”, “baixaria” e “vexame”. Do total de postagens analisadas, 10,5% ficaram na categoria neutra, formada principalmente por notícias, e 5,2% demonstraram apoio.

O CEO da Ativaweb DataLab, Alek Maracajá, afirmou que Milei ampliou a própria visibilidade, mas não obteve aprovação proporcional. “Milei veio ao Brasil para fortalecer um palanque, mas terminou fortalecendo a rejeição ao próprio nome. Ele conquistou atenção, não aprovação”, disse.

“Ladrón”, “presidiario” y “basura”. Todo eso dijo Milei sobre Lula en un acto partidario por Flavio Bolsonaro.
Insulta como militante, pero compromete al país como presidente.
El costo de sus provocaciones no lo paga Milei, lo paga la Argentina. pic.twitter.com/E4Hux9vwJT

— César Biondini (@BiondiniCesar) July 25, 2026

Críticas apontam interferência política e risco diplomático

O levantamento dividiu as críticas em eixos distintos. Um dos principais associou a presença de Milei à percepção de que ele ultrapassou os limites de uma participação institucional e entrou diretamente na disputa política brasileira, com termos como “ingerência”, “intromissão”, “assuntos internos” e “palanque estrangeiro”.

Outro grupo mirou o comportamento pessoal do presidente argentino e classificou sua postura como “arrogante”, “agressiva”, “provocadora”, “irresponsável”, “descontrolada”, “grosseira”, “radical” e “sem diplomacia”. “Seu estilo combativo, que costuma mobilizar apoiadores, foi interpretado por grande parte da conversa brasileira como ausência de postura institucional”, diz o relatório.

As expressões “desrespeito ao Brasil”, “crise diplomática”, “hostilidade”, “provocação internacional”, “quebra de protocolo” e “erro diplomático” apareceram ligadas à preocupação com as relações entre Brasil e Argentina. A análise aponta que a participação de Milei deixou de circular apenas como episódio partidário e passou a ser tratada como possível problema entre os dois países.

Outro núcleo de críticas relacionou a presença de Milei à formação de uma aliança internacional da direita radical interessada em derrotar Lula nas eleições de outubro. O apoio ao argentino ficou concentrado em perfis ideologicamente próximos desse campo; dos cerca de 6,4 milhões de seguidores dele no Instagram, 1,40% estão no Brasil, aproximadamente 89,4 mil pessoas.

autores
tópicos relacionados

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.