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Como Kim Kataguiri tenta justificar o slogan fascista “Prendeu, matou”

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Como Kim Kataguiri tenta justificar o slogan fascista “Prendeu, matou”

O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) afirmou que o slogan “Prendeu, matou”, adotado por seu partido na área de segurança pública, foi criado deliberadamente para provocar. Segundo ele, a repercussão da frase e os questionamentos sobre seu significado fazem parte da estratégia de comunicação do grupo.

“[O slogan foi feito] de propósito, Zanini, justamente para você me fazer essa pergunta. O fato de você levantar esse slogan e me fazer essa pergunta em uma entrevista já mostra que a nossa intenção é bem-sucedida, que é a provocação ser levantada”, disse Kataguiri ao programa Frente a Frente, do UOL.

Questionado sobre o risco de o lema incentivar violência desmedida no combate ao crime, o deputado afirmou que a proposta se refere a operações de retomada e reocupação de territórios. Segundo sua explicação, o objetivo seria prender criminosos, mas haveria morte caso eles não se entregassem durante ações policiais ou das Forças Armadas.

Kataguiri rejeitou a possibilidade de a retórica produzir consequências graves. “Essa é uma provocação. O slogan não dará ruim de nenhuma maneira. Um slogan é um slogan. Não vai acabar em uma catástrofe”, afirmou. Para ele, frases desse tipo são uma maneira de obter atenção num cenário em que o Missão não dispõe dos mesmos instrumentos de comunicação de adversários maiores.

Na mesma entrevista, o deputado foi questionado sobre a pena de morte. Kataguiri reconheceu que a medida é incompatível com a atual Constituição e afirmou que, por isso, ela não integra o chamado “livro amarelo” do grupo, mas declarou apoio pessoal à mudança do sistema constitucional brasileiro.

“A pena de morte é inconstitucional. Agora, se você me perguntar, pessoalmente eu sou favorável a uma nova Constituição”, disse. Kataguiri também afirmou que o MBL não possui grupos armados nem militância que ameace a vida de adversários e sustentou que o bolsonarismo copiou a forma de comunicação do movimento, mas não seu conteúdo.

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