A sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) desta quarta-feira (3) foi marcada por um acalorado confronto verbal entre os deputados estaduais Rodrigo Amorim (PL) e Flávio Serafini (Psol). O embate ocorreu durante a discussão sobre emendas apresentadas a um projeto voltado à proteção de mulheres vítimas de violência doméstica.
A polêmica teve início após questionamentos feitos por Rodrigo Amorim sobre a forma de apresentação das emendas protocoladas pela bancada do Psol. Segundo o parlamentar do PL, os documentos teriam sido apresentados com assinaturas digitalizadas, o que levantou dúvidas sobre a regularidade do procedimento.
Serafini reage e critica gestão estadual
Durante sua fala na tribuna, Flávio Serafini saiu em defesa da bancada do Psol e rebateu as acusações feitas por Amorim. O deputado também fez críticas ao período em que o parlamentar do PL atuou como líder do governo do governador Cláudio Castro na Assembleia.
Segundo Serafini, questões mais relevantes para a população fluminense deveriam estar no centro do debate legislativo, e não a controvérsia envolvendo as assinaturas das emendas.
Amorim mantém críticas e fala em irregularidades
Na sequência, Rodrigo Amorim voltou à tribuna para responder às declarações do colega parlamentar. O deputado reafirmou suas suspeitas sobre a validade das assinaturas utilizadas na apresentação das emendas e negou as acusações relacionadas à sua atuação política.
Amorim também destacou sua passagem pela liderança do governo estadual e afirmou que tem orgulho do trabalho realizado durante o período em que ocupou a função.
Debate ganha novos contornos
O confronto verbal se intensificou ao longo da sessão, com novas trocas de acusações entre os parlamentares. O episódio ampliou a tensão política entre as bancadas do PL e do Psol dentro da Assembleia Legislativa.
Apesar do clima acalorado, os trabalhos legislativos seguiram normalmente após as manifestações.
Projeto segue em tramitação
A discussão ocorre em meio à tramitação de um projeto de lei que prevê mecanismos de proteção para mulheres vítimas de violência doméstica. A controvérsia envolvendo as emendas apresentadas à proposta ainda deverá ser analisada e debatida pelos parlamentares nos próximos dias.
O caso acrescenta mais um capítulo à disputa política entre representantes dos dois partidos na Alerj e pode gerar novos desdobramentos durante a tramitação da matéria.
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