O senador Cleitinho pressiona o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, a rever o veto à sua candidatura ao governo de Minas Gerais. Em entrevista no estado, o parlamentar respondeu às declarações de Pereira sobre sua eventual disputa: “O Marcos Pereira vai rever sua posição”.
Líder nas pesquisas de intenção de voto para o governo mineiro, Cleitinho virou um impasse para a direção partidária. Marcos Pereira resiste a entregar a legenda ao senador, que já atacou o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal e figura ligada ao Republicanos.
Em entrevista ao jornal O Globo, Cleitinho chamou Macedo de “falso profeta” e afirmou que não quer proximidade com o religioso. “Nem quero me aproximar”, disse o senador ao comentar o bispo.
O grupo de Cleitinho também lembrou a Marcos Pereira suas relações com Euclydes Pettersen, presidente do Republicanos em Minas Gerais e ex-deputado federal. Pettersen é acusado de receber R$ 14 milhões em propinas no esquema conhecido como Farra do INSS.
Veto do Republicanos enfrenta força eleitoral de Cleitinho em Minas
A possível candidatura coloca Marcos Pereira diante de duas pressões: o desempenho eleitoral de Cleitinho no estado e o desgaste interno provocado pelas críticas do senador a Edir Macedo. A Igreja Universal mantém ligação histórica com o Republicanos.
Cleitinho construiu mandato no Senado com discurso de forte presença nas redes sociais e críticas à classe política. A liderança nas sondagens para a sucessão mineira aumentou o custo político de impedir sua candidatura pela sigla.
A acusação contra Euclydes Pettersen integra a apuração sobre descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social. O ex-deputado preside o Republicanos mineiro, estrutura decisiva para qualquer campanha estadual da legenda.
Marcos Pereira ainda não anunciou mudança na posição sobre a disputa em Minas. A definição da legenda de Cleitinho pode influenciar a formação de alianças e a corrida ao governo estadual nas eleições de 2026.




