O pastor Silas Malafaia e a Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), também identificada como Igreja da Palavra, viraram alvo de uma ação judicial movida pelo cantor gospel Italo Cristovan Ribeiro de Almeida. O artista contesta o rompimento unilateral de um contrato para quatro apresentações em unidades da igreja no Sul do país.
De acordo com o processo acessado pelo Globo, Italo afirma que receberia R$ 12 mil pelo conjunto dos shows. As apresentações ocorreriam nas filiais da Advec em Joinville, Jaraguá do Sul, Curitiba e Mafra (SC), e o cantor diz que já havia organizado agenda, passagens e hospedagem para cumprir os compromissos.
O cantor relata no processo que estranhou a falta de esclarecimentos sobre o cancelamento. O pastor Jhonata, da filial de Curitiba, teria dito que recebeu uma “informação” sobre Italo e, por isso, precisou cancelar os eventos.
Após o rompimento, Italo procurou Malafaia, presidente da Advec, para tentar um acordo. O cantor sustenta que ouviu como resposta que o pastor “não pagaria nada”.
Relato inclui ameaça de exposição pública
Na ação, Italo afirma que Malafaia teria ameaçado expô-lo na televisão e na internet. Segundo o relato do cantor, o pastor disse que todos saberiam “quem é o Italo”.
O artista também atribui a Malafaia a afirmação de que ninguém mais o contrataria. Ainda conforme o processo, o pastor teria dito que, se quisesse, o cantor poderia “pôr no pau”.
Além de cobrar os R$ 12 mil previstos no contrato, Italo pede que a Justiça impeça Malafaia e a Advec de divulgar insinuações que possam atingir sua reputação ou colocar em dúvida sua idoneidade.
O pedido de restrição também alcança declarações que possam afetar o exercício das atividades religiosas e profissionais do cantor. A ação tramita na 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.