Pular para o conteúdo

Braga Netto é chamado a depor em processo sobre desvio de armas do Exército

braga-netto-e-chamado-a-depor-em-processo-sobre-desvio-de-armas-do-exercito
Braga Netto é chamado a depor em processo sobre desvio de armas do Exército

O general Walter Souza Braga Netto, condenado pela tentativa de golpe de Estado e preso no Rio de Janeiro, foi chamado para depor como testemunha em um processo que apura o desvio de armas do Exército. A defesa do tenente-coronel Alexandre de Almeida indicou o ex-ministro da Defesa para prestar esclarecimentos no caso. Com informações de Metrópoles.

Braga Netto comandava a 1ª Região Militar entre 2016 e 2018, período investigado pela Justiça Militar. A unidade abrange os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

Alexandre de Almeida chefiava o setor responsável por fiscalizar armas e produtos controlados na 1ª Região Militar. O Ministério Público Militar o acusa de se apropriar de armamentos entregues ao Exército para destruição ou devolução à cadeia de suprimentos da Força.

A denúncia aponta que parte das armas havia pertencido a militares da reserva ou já mortos. Para ocultar a origem do material, o oficial teria inserido dados falsos no sistema interno do Exército e registrado os armamentos em seu nome ou no de terceiros antes de repassá-los.

Defesa diz que tenente-coronel seguia ordens superiores

A defesa de Almeida sustenta que ele atuava “cumprindo as diretrizes dos escalões superiores e de ordens diretas de seus superiores hierárquicos”. Com esse argumento, os advogados contestam a acusação de participação do tenente-coronel nas irregularidades.

A oitiva de Braga Netto está marcada para 10 de novembro e deve ocorrer por videoconferência. O depoimento ainda depende de autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, responsável pela execução da pena do general.

Braga Netto foi ministro da Defesa e da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro (PL). Em 2022, ele integrou a chapa do então presidente como candidato a vice-presidente e hoje cumpre pena definitiva de 26 anos de prisão.

O Ministério Público Militar também afirma que Almeida teria usado armas desviadas para pagar uma reforma em sua residência. O serviço de marcenaria custou cerca de R$ 21,5 mil, e o profissional ouvido na investigação declarou que recebeu armas, já registradas e documentadas em seu nome, como pagamento.

autores
tópicos relacionados

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.